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porto velho, quarta-feira 5 de agosto de 2026

PORTO VELHO - RO - A candidatura do professor Pedro Abib ao Governo de Rondônia atravessa um dos momentos mais delicados desde que foi lançada. A poucos passos do início efetivo da campanha, o MDB continua sem definir um candidato a vice-governador e também perdeu a referência para a disputa ao Senado, ampliando a sensação de isolamento político da legenda.
O cenário se agravou após a desistência do senador Confúcio Moura de buscar a reeleição. Independentemente das avaliações sobre sua trajetória recente, Confúcio era a principal liderança eleitoral do MDB e funcionava como o maior polo de atração de alianças e candidaturas. Com sua saída da disputa, o projeto encabeçado por Pedro Abib perdeu o principal sustentáculo político que possuía.
Nos bastidores, dirigentes admitem que a legenda enfrenta dificuldades para atrair novos aliados. A ausência de uma nominata considerada competitiva para deputado federal e deputado estadual também reduz o interesse de lideranças em integrar a chapa majoritária, já que candidatos costumam buscar partidos capazes de formar bancadas fortes e ampliar suas chances eleitorais.
Diante desse quadro, o MDB voltou os olhos para um nome que, até pouco tempo, parecia descartado por Confúcio e sua turma: o ex-senador e ex-ministro Amir Lando.
Reconhecido como um dos políticos mais respeitados da história de Rondônia, Amir acabou sendo afastado do centro das decisões partidárias durante o período em que Confúcio Moura concentrava o comando político da legenda. Integrantes do MDB afirmam que o ex-ministro foi praticamente alijado das articulações que definiram os rumos do partido, mesmo reunindo experiência, prestígio jurídico e trânsito entre diferentes correntes políticas.
Agora, com o novo cenário, dirigentes tentam reconstruir essa ponte. A intenção é convencer Amir Lando a aceitar a candidatura a vice-governador na chapa de Pedro Abib, numa tentativa de conferir densidade política, experiência administrativa e credibilidade ao projeto emedebista.
Segundo fontes ligadas às negociações, Amir recebeu o convite, mas não deu resposta imediata. O ex-senador pediu um prazo para refletir antes de decidir se aceita retornar ao protagonismo eleitoral.
A cautela é compreensível. Depois de ter sido deixado à margem das principais decisões partidárias, Amir avalia não apenas o convite, mas também as condições políticas para integrar uma candidatura que, neste momento, enfrenta dificuldades para consolidar alianças e ampliar sua base de sustentação.
Enquanto aguarda a resposta daquele que muitos consideram o maior quadro intelectual do MDB em Rondônia, Pedro Abib permanece sem vice definido e sem um nome para o Senado. A indefinição alimenta dúvidas sobre a capacidade de reação da legenda e aumenta a pressão para que o partido encontre, em curto espaço de tempo, uma alternativa capaz de devolver competitividade a uma candidatura que hoje caminha praticamente sozinha no tabuleiro eleitoral.