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    porto velho, sexta-feira 9 de outubro de 2026

Após turbulência, Câmara refaz Mesa e Zé Paroca é eleito novo Presidente

Os vereadores decidiram realizar uma nova eleição para o comando do Parlamento no biênio 2027-2028...


Redação

Publicada em: 08/10/2026 22:53:02 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - A forte repercussão provocada pelas demissões em massa na Câmara Municipal de Porto Velho abriu uma nova frente de tensão no Legislativo e acabou desembocando na recomposição da Mesa Diretora da Casa.

Os vereadores decidiram realizar uma nova eleição para o comando do Parlamento no biênio 2027-2028. No início da atual Legislatura, as duas Mesas haviam sido escolhidas de forma antecipada, mas o arranjo precisou ser revisto diante de entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal sobre eleições antecipadas para os órgãos dirigentes das Casas Legislativas.

Nos bastidores, porém, a mudança foi muito além de uma simples adequação jurídica.

O prefeito Léo Moraes (Podemos) entrou diretamente na articulação política e teve peso decisivo na formação da nova composição. O movimento demonstra que o Executivo decidiu ocupar espaço na disputa interna da Câmara e ampliar sua influência sobre o Legislativo justamente em um momento de desgaste e turbulência na Casa.

O nome construído para assumir a presidência é o do vereador José Uilson Guimarães de Souza, o Zé Paroca (Avante), que foi aclamado nesta sexta-feira, 09, como o novo presidente da Casa de Leis.

O atual presidente, Gedeão Negreiros (PSDB), deixa o comando principal, mas permanece no núcleo de poder como vice-presidente, numa composição que evita um rompimento completo e preserva espaço para diferentes grupos políticos.

Também integram a nova Mesa Diretora os vereadores Everaldo Fogaça (PSD), Edmilson Dorado, Wanoel Martins e Nilton Souza.

A nova configuração revela uma redistribuição de forças dentro da Câmara. Depois do desgaste provocado pelas exonerações, o Legislativo entra em outra fase, agora com uma direção fortemente costurada nos bastidores e com participação direta do Palácio Tancredo Neves.

Mais do que trocar nomes, a eleição desta sexta-feira redesenha o mapa do poder municipal. A Câmara muda sua linha de comando, o prefeito amplia sua influência sobre a Casa e antigos espaços de poder passam a ser reorganizados para os próximos dois anos.

Em política, dificilmente uma Mesa Diretora nasce apenas de votos. Normalmente, ela é resultado de acordos, concessões e interesses. Em Porto Velho, desta vez, a nova composição deixa uma mensagem ainda mais clara: depois da crise, o tabuleiro foi novamente montado — e o Executivo ajudou a posicionar as peças.


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