Fundado em 11/10/2001
porto velho, terça-feira 13 de outubro de 2026

PORTO VELHO, RO - O céu de Porto Velho amanheceu encoberto por uma densa camada de fumaça nesta terça-feira (13), resultado dos incêndios florestais que atingem o Amazonas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos transportaram a fumaça das áreas afetadas pelas queimadas até a capital de Rondônia, comprometendo a visibilidade e a qualidade do ar.
De acordo com dados da plataforma internacional IQAir, Porto Velho registrou Índice de Qualidade do Ar (IQA) de 120, considerado prejudicial para grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
A situação está relacionada ao aumento expressivo dos incêndios no Amazonas. Nos primeiros dez dias de outubro, o estado contabilizou 1.380 focos de calor, crescimento de 271% em comparação com o mesmo período de 2025, conforme dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram a concentração de fumaça sobre o território amazonense e seu deslocamento em direção a municípios vizinhos, principalmente Porto Velho.
Além da fumaça, a capital rondoniense enfrenta os impactos da estiagem. A redução do nível do rio Madeira provocou o surgimento de extensas faixas de areia em áreas anteriormente cobertas pela água. Segundo a Defesa Civil Municipal, mais de 22 mil pessoas são afetadas pela seca, que levou o município a decretar situação de emergência.
Amazonas enfrenta aumento das queimadas
No Amazonas, a gravidade dos incêndios levou à adoção de medidas emergenciais. Manaus permanece em estado de atenção desde 24 de setembro, enquanto 36 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal.
Para reforçar o combate às chamas, aviões e helicópteros foram mobilizados para atuar na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do interior.
Somente na segunda-feira (12), aeronaves do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançaram mais de 10 mil litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo na região de Manaus.
Enquanto os incêndios persistem, a fumaça continua representando uma preocupação para a população de Porto Velho, especialmente para pessoas mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica.