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    porto velho, sexta-feira 6 de novembro de 2026

Novo Aluizão não sai do papel e Carlos Sperança cobra Rocha e Cristiane Lopes

Anunciada com milhões em investimentos, modernização do estádio não se concretizou como prometido e levanta questionamentos de promessa eleitoreira...


Redação

Publicada em: 06/11/2026 10:01:28 - Atualizado

imagem - divulgação - IA/RONDONOTICIAS

PORTO VELHO - RO - A capital de Rondônia continua pagando o preço de promessas políticas que não saem do papel. Apesar dos anúncios milionários e das manifestações de entusiasmo das autoridades, Porto Velho ainda não dispõe do estádio de futebol moderno prometido pelo governador Marcos Rocha e pela deputada federal reeleita Cristiane Lopes. A situação provocou uma dura cobrança do jornalista Carlos Sperança, que questiona a falta de resultados concretos e exige explicações dos responsáveis.

A revitalização do Estádio Aluízio Ferreira, o tradicional Aluizão, foi apresentada como uma das grandes conquistas para o esporte rondoniense. Em maio de 2024, o governo anunciou um projeto estimado em aproximadamente R$ 70 milhões, com participação de emendas parlamentares de Cristiane Lopes e recursos estaduais. 

O empreendimento prometia transformar o velho estádio em uma estrutura moderna, capaz de receber grandes competições e eventos. Mas o tempo passou, as eleições chegaram e a população continua esperando.

Em fevereiro de 2026, o governo informou que havia concluído a licitação da primeira etapa, no valor de R$ 22,2 milhões, sendo R$ 19,1 milhões de emenda federal e R$ 3,1 milhões de contrapartida estadual. Na ocasião, o processo ainda dependia de análise da Caixa Econômica Federal para avançar à contratação.

É justamente essa distância entre o discurso oficial e a realidade que desperta a indignação de Carlos Sperança. Em sua coluna, o jornalista cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu com os recursos anunciados, por que a modernização não foi concretizada e se a promessa teria servido apenas como instrumento de promoção política em período eleitoral.

A cobrança ganha ainda mais força diante da repetição de anúncios públicos que criam expectativas na população, mas não apresentam resultados nos prazos esperados. O jornalista estabelece, inclusive, um paralelo com as antigas promessas envolvendo o Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro).

O mais inquietante é que, mesmo depois de tantos anúncios, o Aluizão voltou à pauta política. Em encontro recente com o governador eleito Marcos Rogério, Cristiane Lopes discutiu novamente a revitalização do estádio e a busca de recursos, sem apresentar um novo cronograma público de entrega.

LEIA UM TRECHO DA COLUNA DO RENOMADO JORNALISTA:

A pergunta que não quer calar é simples: onde está o novo Aluizão?

Marcos Rocha e Cristiane Lopes precisam esclarecer quanto dos recursos anunciados foi efetivamente liberado, qual o estágio da execução financeira, quais obstáculos impediram a conclusão da obra e quando a população poderá contar com uma estrutura esportiva digna.

A existência de emendas anunciadas e de uma licitação concluída não significa, por si só, que os valores tenham sido integralmente pagos ou desviados. Justamente por isso, a transparência sobre cada etapa do empreendimento é indispensável.

Afinal, Porto Velho não precisa de mais discursos, fotografias de autoridades ou promessas embaladas para campanhas eleitorais. Precisa de um estádio capaz de valorizar seus atletas, fortalecer o futebol profissional e oferecer condições adequadas aos torcedores.

O futebol rondoniense não pode continuar sendo tratado como palanque eleitoral. A população quer saber quando as promessas se transformarão em arquibancadas, gramado, iluminação e obras concluídas. E, sobretudo, quem responderá pelos compromissos que ficaram pelo caminho.


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