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    porto velho, quarta-feira 8 de julho de 2026

Garra da seleção da argentina torna mais dura a eliminação do Brasil na Copa do Mundo

Dos 26 atletas convocados pelo treinador Lionel Scaloni para a Copa de 2026, 24 jogam no exterior e apenas dois atuam na Argentina


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Publicada em: 08/07/2026 09:57:20 - Atualizado

Aos 34 minutos do segundo tempo, a Argentina perdia por dois a zero para o Egito e parecia fora da Copa do Mundo. Mas, Lionel Messi, mais uma vez, surpreendeu a todos. Com uma assistência e um gol, o astro comandou uma virada improvável dos nossos hermanos: 3 a 2 no placar.

No entanto, a genialidade de um dos maiores jogadores de todos os tempos, não explica todo o sucesso da Argentina, campeã mundial em 2022, semifinalista em 2026 e que faturou também as últimas duas edições da Copa América (2021 e 2024).

Obviamente essas informações são difíceis de ser digeridas por muitos brasileiros, graças à rivalidade histórica que existe entre os países no futebol.

Porém, parte da receita de êxito do rival pode ser aplicada no reerguimento de quem não conquista um mundial desde 2002, há longos 24 anos.

DNA argentino x europeização do futebol brasileiro

Dos 26 atletas convocados pelo treinador Lionel Scaloni para a Copa de 2026, 24 jogam no exterior e apenas dois atuam na Argentina: o experiente volante Paredes (Boca Juniors) e o lateral-direito Montiel, do River Plate.

Ainda assim, quando o grupo se reúne para representar a bandeira, a sinergia com a torcida é evidente e pulsante. Enquanto a arquibancada se comporta, fora das quatro linhas, como um 12º jogador, os verdadeiros atletas atuam feito torcedores em campo, lutando e mantendo acesa a paixão pela vitória até o apito final.

Portanto, o futebol é tratado como uma extensão do orgulho e da cultura do país, gerando um senso de responsabilidade extremo nos atletas, legítimos representantes do povo.

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Já a Seleção Brasileira parece sofrer uma crise de identidade. A cada fracasso em mundiais tenta simplesmente reproduzir fórmulas europeias. Padrões táticos copiados, com foco na força física e transição direta em detrimento do talento individual, do improviso e da alegria, qualidades tradicionais dos craques, que começam a ser formados por aqui e, vendidos ainda jovens, terminam em clubes estrangeiros.

A perda desta essência é notada até pela imprensa de fora. O jornal Olé, da própria Argentina, por exemplo, diagnosticou, após a eliminação brasileira para a Noruega, que "a modernidade varreu a criatividade e a alegria do futebol brasileiro".

Segundo o Kicker, da Alemanha, a Seleção Brasileira se transformou em "um mito distante do passado". Já o Diário As (Espanha), classificou o momento atual como o "fundo do poço de um ciclo sombrio".

Lionel Scaloni - troféu da Copa do Mundo
Reprodução / Instagram
Lionel Scaloni - troféu da Copa do Mundo

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Técnico argentino x treinador estrangeiro

A longevidade dos trabalhos de cada treinador é um dos motivos para Brasil e Argentina fazerem campanhas tão distintas nas duas últimas Copas do Mundo.

Scaloni foi um membro da comissão técnica de Jorge Sampaoli na Seleção da Argentina em 2018 e assumiu oficialmente o cargo de treinador no ano seguinte.


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