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porto velho, terça-feira 21 de abril de 2026

Figura emblemática e protagonista de um dos primeiros casos de vídeo viral no Brasil, Geisy Arruda, 36, marcou seu nome na cultura pop e na memória de muitos brasileiros. Anos depois do episódio de preconceito que a catapultou para a fama nacional, no qual, ela foi hostilizada por estudantes de uma faculdade por estar vestindo o famoso vestido rosa, Geisy encontrou na produção de conteúdo adulto on-line, uma forma de fazer dinheiro e de expressar toda a sua liberdade feminina.
Em entrevista exclusiva ao iG, a influenciadora abriu o jogo e falou como essa atividade mudou vários aspectos da vida dela, tanto no pessoal quanto no financeiro.
Não foi por acaso que Geisy Arruda começou a produzir conteúdo adulto para a web. Durante a pandemia do Covid-19, o OnlyFans – plataforma de compartilhamento de conteúdo por assinatura onde criadores monetizam fotos, vídeos e transmissões ao vivo, usada em sua maioria para comercialização de conteúdos adultos – passou a fazer sucesso no Brasil.
À época, famosas nacionais e internacionais criaram páginas no site. Nomes como Anitta, Cardy B, Lily Allen e Bella Thorne contribuíram para a popularização do OnlyFans, mesmo que os conteúdos vendidos por elas não fossem explícitos, ou sensuais.
Geisy, que já havia faturado com sua sensualidade ao posar nua para a Revista Sexy, percebeu que um novo mercado estava se formando. “Quando as plataformas surgiram, primeiro a OnlyFans, que foi mundial, quando Cardi B e Anitta e muitas outras pessoas entraram eu pensei, ‘Por que não?’”, contou a influenciadora.
A influenciadora percebeu que, após a queda na circulação e nas vendas das tradicionais revistas masculinas, um novo mercado de sensualidade se abria: o digital. “Se tem nicho de mercado, se tem pessoas que querem consumir conteúdo adulto, se as revistas masculinas onde a gente tinha aqueles ensaios de nudez pararam de vender, ainda existe um interesse, mesmo que as revistas tenham acabado”, pensou à época.
Visionária, Geisy logo apostou no novo modelo de negócios, no qual ela é tanto patroa quanto musa.
“Eu entrei justamente por isso. Porque eu tinha certeza de que ali era um lugar que é lucrativo. Porque há interesse, há uma procura”.Geisy Arruda
Geisy Arruda produz conteúdo adulto para as redes sociais há cerca de 5 anos. A influenciadora foi uma das primeiras famosas brasileiras a se aventurar na venda por assinatura de conteúdos sensuais.
Apesar de o assunto ainda ser um tabu para a sociedade, ela não se sentiu acuada ou amedrontada. “Não foi uma decisão muito difícil até porque eu já estava ali, meio que caminhando para esse nicho de sexualidade”, explicou.