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porto velho, terça-feira 28 de abril de 2026

Ela domina as paradas, vende shows em estádios e acumula hits que tocam em cada festa de peão do país. Mas Ana Castela, aos 22 anos, quer trocar os holofotes pela porteira. A cantora anunciou, na noite de sábado (25), que planeja pausar a carreira musical nos próximos dois anos para se dedicar à vida no campo, ao lado do pai.
A declaração veio durante participação no “Altas Horas”, da Globo, quando Serginho Groisman perguntou sobre o futuro. A artista foi direta: “Vou parar daqui a uns dois anos, vou virar fazendeira. Uai! Vou cuidar da fazenda com o meu pai, aí eu lanço uma musiquinha assim…”, disse ela, entre risos. Mas por trás do tom descontraído, o plano é real.
Ana Castela não é “boiadeira” apenas no apelido. Ela é proprietária de uma fazenda em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, voltada para a criação de gado, além de um rancho em Londrina, no Paraná. São propriedades que já existem, já produzem e demandam gestão. A pausa, portanto, não é fuga, é transição.
Para o setor do agronegócio, esse movimento tem uma leitura interessante. A cantora mais popular do sertanejo jovem está sinalizando, publicamente, que a terra tem mais peso do que o microfone. Isso diz algo sobre valores, sobre identidade e sobre o quanto o campo ainda atrai de volta quem cresceu nele.
Serginho sugeriu uma grande turnê de despedida para “lotar estádios” antes do afastamento. Ana não garantiu a tour, mas propôs um modelo diferente: “A gente faz o seguinte: trabalha por uns quatro meses e para dez. Depois volta, trabalha mais uns dois meses. Acho bom, eu gosto assim.”