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    porto velho, terça-feira 24 de fevereiro de 2026

Reforma e ampliação do Porto do Cai N’Água sai do papel e reacende zona portuária

O projeto prevê modernização da estrutura naval, ampliação da capacidade operacional e integração mais...


Redação

Publicada em: 24/02/2026 11:08:45 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: Depois de anos de promessas, cobranças e discursos que pareciam ecoar no vazio, o Porto do Cai N’Água finalmente começa a sair do papel. A obra, aguardada há décadas por trabalhadores, comerciantes e pela própria história de Porto Velho, entrou em nova fase administrativa — reacendendo a esperança de quem nunca deixou de acreditar na revitalização da área portuária.

O presidente da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asgfemm), George Telles, confirmou que as cartas-convite já foram encaminhadas às empresas interessadas na reforma da estrutura naval e na ampliação do porto. O processo agora está sob análise do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Manaus, responsável pela avaliação técnica e administrativa da proposta.

A mobilização não surgiu por acaso. A iniciativa partiu de um pedido formal apresentado pela associação ao governo federal, em Brasília, no Palácio do Planalto. A reivindicação teve um objetivo claro: resgatar um espaço histórico que, além de simbólico, é estratégico para o escoamento de cargas e para o fortalecimento da atividade portuária na capital rondoniense.

O projeto prevê modernização da estrutura naval, ampliação da capacidade operacional e integração mais eficiente da logística regional. Mas vai além da engenharia: trata-se de devolver protagonismo a um ponto que carrega a memória da antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e que sempre foi parte da identidade econômica de Porto Velho.

Agora, a expectativa gira em torno da conclusão da análise pelo DNIT. Se o trâmite avançar como esperado, o próximo passo será a contratação das empresas e o início das obras. Para muitos, não se trata apenas de uma reforma. É o reencontro da cidade com um capítulo da sua própria história — e a chance concreta de transformar abandono em desenvolvimento.


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