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    porto velho, terça-feira 25 de janeiro de 2022

Fernando Máximo assegura que Estado vai economizar R$ 2 milhões por mês com o Heuro

O secretário de Saúde Fernando Máximo, em entrevista ao A Voz do Povo, na Rádio Caiari, falou tudo sobre a saúde, e destacou a obra do Heuro na região...


REDAÇÃO

Publicada em: 02/11/2021 11:32:14 - Atualizado

PORTO VELHO RO – O Secretário de Estado da Saúde - Fernando Máximo, foi o entrevistado de terça feira,  30, ao meio dia, do Programa A VOZ DO POVO, 103.1 FM, apresentado pelo Jornalista e advogado, Arimar Souza de Sá.

Ele abriu a entrevista dizendo estar otimista com a possibilidade iminente do início das obras do Hospital de Emergência e Urgência de Porto Velho - Heuro, e que acredita que os investimentos estarão na casa dos R$ 200 milhões para que a obra seja efetivada e entregue a população o mais rápido possível. “Muitas obras começam e demoram demais a serem viabilizadas e para funcionar, e isso não vai acontecer com o Heuro, pois tudo isso bastante planejado ”, explicou.

SUPERLOTAÇÃO 

Questionado, pelos ouvintes e pelo próprio Arimar, sobre a superlotação, e por denúncias, de pacientes sendo atendidos nos corredores e saguão do Hospital João Paulo II, rechaçou. “Essa é uma história antiga, faz 30 anos que o João Paulo tem a mesma estrutura, e sempre teve problemas pois a população da cidade pulou de 120 mil para 550 mil habitantes”, enfatizou.

CONVÊNIOS 

Explicou que atualmente o Governo do Estado, tem realizado convênios com hospitais particulares, como é o caso da Rede Samar e Santa Marcelina, que também atendem ao SUS, com um gasto para o governo de aproximadamente R$ 4 milhões por mês, e que com o novo hospital, segundo ele,  isso vai representar gasto a menos para a receita de investimentos na saúde. “Em vez de gastar quatro, milhões com o Heuro, podemos despender somente a metade, resolvendo definitivamente o problema de superlotação das unidades regionais”, argumentou.

MUTIRÃO DE CIRURGIAS 

Uma ouvinte perguntou sobre as cirurgias eletivas, como estariam sendo feitas, particularmente neste momento de pandemia, ao que Máximo enfatizou que estão realizando a implementação das mesmas, inclusive, adaptando o hospital de campanha Regina Pacis, para a realização de vários procedimentos, como retirada de vesícula (colecistectomia), cirurgia de hérnias (hernioplastias) e também cirurgia de fimose. “O hospital de campanha foi uma dos melhores investimentos, tendo em conta, que na época da crise grave da pandemia, o governo estava querendo comprar um “hospital de lona” que valia mais que o dobro do que custou este de alvenaria, e que hoje serve para mantermos o compromisso de realizar várias cirurgias eletivas, sem deixar de atender a população mais necessitada”, explicou.

Os mutirões de cirurgias estão sendo levados a varias cidades do estado como Vilhena, Extrema, Buritis, São Francisco do Guaporé, Cacoal, Rolim e Moura, cujas cidades, agora, podendo ser assistidas pelas equipes de cirurgiões da Sesau.

O secretário contou que esteve ele mesmo participando de diferentes procedimentos em várias cidades, nos chamados mutirões de cirurgias implementados. “O projeto saúde no interior está acontecendo. Se tiver que botar a mãos na massa, eu mesmo opero os pacientes”, apontou, referindo as cirurgias recentes onde participou em São Francisco do Guaporé, por exemplo.

Máximo também disse que a Sesau está abrindo credenciamento para que hospitais particulares possam realizar convênios com o governo e fazer cirurgias para pacientes do SUS. “A demanda é muito grande, e as filas com a pandemia aumentaram, mas estamos  agilizando tanto a estrutura como equipes, como com profissionais para atender”, assegurou.

REGULAÇÃO 

Sobre encaminhamentos de cirurgias sendo feitas, ele especificou, que por exemplo as de cardiologia, e outras como as de cateterismo, as pessoas não devem se preocupar pois a Policlínica Osvaldo Cruz ainda é a unidade que rege a regulação, e que mesmo com a demanda, a comunidade deve ter ciência de que vai ser atendida e resolver seu problema.

HOSPITAL DE GUAJARÁ 

Sobre a estrutura das unidades atuais de saúde em funcionamento, o secretário disse que as obras no hospital de Guajará Mirim, por exemplo, serão terminadas, e espera seu funcionamento o mais rápido possível. “Faz nove anos que estão querendo terminar essas obras,  mas ainda nesta gestão, pretendemos entregar o hospital com tudo pronto para funcionar”, garantiu.


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