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porto velho, sexta-feira 6 de março de 2026

Montar um kit de maquiagem que funcione na rotina envolve três decisões que costumam gerar erro e gasto desnecessário: escolher fórmulas adequadas ao tipo de pele, acertar cores sem depender de “achismos” e manter uma higiene mínima para evitar irritações e desperdício por produto estragado antes do tempo. A seguir, uma seleção de dicas práticas, pensadas para compras mais inteligentes e para um uso mais seguro no dia a dia.
1. Defina um kit essencial antes de abrir a carteira
Um nécessaire eficiente começa pequeno e coerente com a rotina. Em vez de comprar por impulso, vale priorizar itens que resolvem acabamento de pele, definição e cor de forma versátil.
Um kit enxuto tende a incluir: um produto de pele leve (base fluida, BB/CC ou tint), corretivo, blush (de preferência cremoso, que pode funcionar também como batom), máscara de cílios e um produto de lábios. Se houver necessidade de controle de brilho, um pó fino ou lenço antioleosidade costuma render mais do que “camadas” de base.
2. Compare preços com critério e procure o custo-benefício real
Economia em maquiagem não se resume ao menor valor na vitrine: envolve comparar variações de tamanho, forma de pagamento, frete, prazo e disponibilidade. Em marketplaces com várias farmácias parceiras, a diferença de preço e condições pode ser relevante para o mesmo item.
Quando a intenção é organizar compras recorrentes, como reposição de máscara de cílios, esponjas, algodão e itens de pele, faz sentido centralizar a busca e conferir melhores preços em maquiagens em um único lugar, comparando ofertas antes de fechar o carrinho. Esse cuidado simples ajuda a reduzir compras duplicadas e a manter o kit atualizado sem estourar o orçamento.
3. Verifique rotulagem e regularização do produto antes da compra
Para compras online, a leitura do rótulo deixa de ser etapa “opcional”. Informações como lote, prazo de validade, composição e fabricante ajudam a reduzir risco de adquirir item irregular.
Quando houver dúvida sobre a regularização, a Anvisa mantém páginas de orientação e um sistema de consultas que permite checar produtos regularizados. Essa checagem é especialmente útil em itens muito visados por falsificações.
4. Teste cor e subtom em luz natural para evitar base “errada”
Erros de subtom custam caro porque geram um produto parado. O procedimento mais consistente é observar a cor em luz natural e testar a amostra na região do maxilar (onde rosto e pescoço “se encontram”), aguardando alguns minutos para avaliar se a base escurece (oxida) ou muda de tonalidade.
Para reduzir erro, é preferível buscar produtos com proposta de cobertura leve a média no dia a dia, pois eles toleram pequenas variações de cor com mais naturalidade.
5. Priorize camadas finas para um acabamento mais bonito e durável
A maior parte dos problemas clássicos de maquiagem (craquelar, acumular em linhas, pesar) costuma nascer do excesso. Em vez de tentar “corrigir tudo” com uma única camada, a abordagem mais segura é construir cobertura aos poucos, com pouca quantidade e apenas onde for necessário.
Essa lógica também ajuda a economizar: produtos líquidos e cremosos rendem significativamente mais quando aplicados em camadas finas.
6. Escolha fórmulas alinhadas ao tipo de pele e ao contexto de uso
A escolha da textura altera conforto e durabilidade. Peles oleosas tendem a se adaptar melhor a fórmulas de toque seco e selagem pontual; peles secas ou maduras geralmente ficam mais naturais com bases mais hidratantes e menos pó.
Quando houver acne, recomenda-se cautela com produtos muito oclusivos. Referências dermatológicas citam que maquiagem não comedogênica pode ser considerada para reduzir impacto estético das lesões, desde que seja bem removida ao fim do dia.
7. Use protetor solar como etapa separada da maquiagem
Mesmo quando a maquiagem traz FPS, isso não garante fotoproteção adequada por dois motivos práticos: a quantidade aplicada costuma ser insuficiente para atingir o FPS rotulado e a reaplicação ao longo do dia raramente acontece na mesma lógica do filtro.
A orientação mais segura é manter protetor solar como etapa própria da rotina e, depois, aplicar maquiagem por cima, ajustando acabamento (matte ou glow) com pó leve ou spray fixador, conforme necessidade.
8. Higienize pincéis e esponjas com regularidade e seque completamente
Ferramentas acumulam oleosidade, células e resíduo de produto, o que favorece a contaminação e piora do acabamento. Para higiene doméstica, costuma funcionar lavar com sabonete neutro, enxaguar bem e garantir secagem completa antes de guardar, evitando necessaires fechadas enquanto houver umidade.
A limpeza regular reduz desperdício (base não “embolando” no pincel) e diminui risco de irritações. Estudos brasileiros recentes em maquiagem de uso coletivo e compartilhado descrevem contaminação microbiológica como um problema recorrente, reforçando a importância de boas práticas mesmo no uso individual.
9. Evite compartilhar maquiagem e redobre cuidado com produtos de olhos
Máscara de cílios, delineadores e itens de mucosa são mais sensíveis a contaminação cruzada. No uso cotidiano, a orientação mais prudente é não compartilhar e descartar produtos que mudaram cheiro, textura ou performance.
Em olhos sensíveis, vale priorizar fórmulas testadas oftalmologicamente, sem fragrância e com remoção suave, reduzindo atrito na hora de demaquilar.
10. Respeite validade e período após abertura para reduzir risco e desperdício
Além da validade impressa, muitos cosméticos trazem o símbolo do “potinho aberto” com um número em meses (PAO), que indica o tempo de uso após abrir, desde que o armazenamento seja adequado.
Para evitar perda prematura, a prática mais simples é anotar a data de abertura (na embalagem ou em uma lista) e armazenar em local seco, protegido de calor e luz direta. Banheiros com muita umidade e variação de temperatura tende a acelerar alterações de textura e odor.
11. Simplifique a aplicação de blush cremoso para não manchar
Blush cremoso virou protagonista nas tendências recentes por entregar viço e naturalidade. O problema é a mancha quando aplicado “arrastando” sobre base já assentada.
Uma técnica funcional é aquecer o produto no dorso da mão e aplicar em batidinhas (com dedos, esponja ou pincel fofo), construindo cor aos poucos. Essa abordagem ajuda a controlar pigmentação e evita remover a base por baixo.
12. Organize o armazenamento para prolongar a vida útil dos produtos
A organização é parte da economia. Produtos bem guardados duram mais e são usados até o fim. Separar por categoria (pele, olhos, lábios), manter tampas bem fechadas e evitar exposição a calor (como dentro do carro) reduz mudanças de consistência e vazamentos.
Quando houver reação inesperada, como ardor persistente, coceira ou inchaço, a conduta segura é suspender o uso e buscar orientação profissional. A Anvisa mantém canal de cosmetovigilância para notificação de ocorrências indesejáveis com cosméticos, útil para registrar eventos e apoiar ações de vigilância.
Referências:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Consulta de produtos cosméticos regularizados e orientações técnicas ao consumidor. Brasília. ANVISA, 2025. Disponível em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/cosmeticos/consulta-de-produtos-regularizados.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Cosmetovigilância: orientações sobre notificações de eventos adversos e segurança de produtos de higiene. Brasília. Ministério da Saúde, 2026. Disponível em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/cosmetovigilancia/orientacoes-notificacao.
REVISTA DE SAÚDE PÚBLICA. Análise da contaminação microbiológica em pincéis e aplicadores de maquiagem de uso individual e coletivo no Brasil. São Paulo. USP, 2025. Disponível em https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/analise-microbiologica-maquiagem-2025.pdf.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Guia de orientação sobre o uso de cosméticos não comedogênicos e cuidados com a pele acneica. Rio de Janeiro. SBD, 2024. Disponível em https://www.sbd.org.br/orientacoes/cuidados-com-a-pele/maquiagem-e-acne-estudo-2024.pdf.