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    porto velho, sábado 3 de janeiro de 2026

Câmara de Campo Novo gasta mais de R$ 600 mil em diárias e despesas passam de R$ 1,1 milhão em um ano

De acordo com os dados analisados, as despesas totais da Câmara Municipal em 2025 chegaram a R$ 1.157.203,74...


Com informações TV norte

Publicada em: 02/01/2026 16:16:05 - Atualizado

Foto: Reprodução
CAMPO NOVO DE RONDÔNIA - Os gastos da Câmara Municipal de Campo Novo de Rondônia em 2025 chamaram atenção após a divulgação de dados do Portal da Transparência. Enquanto a população enfrenta dificuldades como ruas deterioradas, falhas no atendimento de saúde, falta de medicamentos e baixa renda, o Legislativo municipal registrou despesas superiores a R$ 1,1 milhão ao longo do ano.

O levantamento aponta que, no período, as despesas totais da Câmara chegaram a R$ 1.157.203,74, envolvendo pagamentos de salários, diárias e passagens. Somente com diárias, o valor desembolsado alcançou R$ 623.278,45, sendo que R$ 365.770,86 foram destinados exclusivamente aos vereadores. Já os gastos com passagens aéreas e terrestres somaram R$ 53.375,74.

Com pouco mais de nove mil habitantes, o município apresenta um contraste significativo entre a realidade econômica da população e os custos do Legislativo. Enquanto muitos moradores sobrevivem com renda média mensal em torno de dois mil reais, os nove vereadores recebem salários superiores a cinco mil reais. Em 2025, a folha salarial dos parlamentares totalizou R$ 604.800,00.

Entre os maiores beneficiários de diárias está o vereador Gilmário Silva, do PSD, que recebeu R$ 50.860,86. Na sequência aparecem Anderson Sena, com R$ 48.954,94; Vanildo Mariano, com R$ 48.478,06; Thiago Onofre, presidente da Câmara, com R$ 48.208,06; e Patrick Rondover, vice-presidente, com R$ 48.001,50.

Outros parlamentares também registraram valores elevados em diárias, enquanto o prefeito e o vice-prefeito, juntos, receberam apenas R$ 6.502,00 ao longo de todo o ano. Outro dado que reforça o debate é o repasse feito pela Prefeitura à Câmara em 2025, que ultrapassou R$ 3,3 milhões, representando uma parcela considerável do orçamento municipal.

Os números reacendem questionamentos sobre a prioridade na aplicação dos recursos públicos em um município que ainda convive com carências básicas que impactam diretamente a qualidade de vida da população.


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