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porto velho, terça-feira 26 de maio de 2026

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta terça-feira (26/5) recebeu, durante transmissão especial diretamente da Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná, o ex-ministro Amir Lando, o presidente da OCB Rondônia, Salatiel Soares, o secretário de Agricultura Luiz Paulo e o comunicador Adilson Honorato. O debate foi marcado por análises sobre o crescimento econômico de Rondônia, os desafios da industrialização e o futuro do agronegócio no estado.
Ao longo da entrevista, os convidados destacaram que Rondônia vive um momento estratégico devido à expansão logística e à aproximação comercial com mercados internacionais, especialmente os países asiáticos. Para Amir Lando, o acesso ao Oceano Pacífico coloca o estado em uma posição privilegiada para ampliar exportações e fortalecer sua presença econômica no cenário internacional.
“Nós estamos aqui nesse extremo do país onde o acesso ao Pacífico é um fato. Então eu acho que ninguém segura Rondônia. Os tigres asiáticos estão com fome e têm dinheiro para comprar”, afirmou o ex-ministro.

Apesar do cenário considerado favorável para exportações, Amir Lando defendeu mudanças profundas no modelo econômico adotado atualmente em Rondônia. Segundo ele, o estado não pode continuar baseado apenas na venda de commodities e matéria-prima sem industrialização. “Devemos exportar sim, mas matéria industrializada. Rondônia não pode mais ver a matéria-prima sair para fora, industrializar lá e voltar para nós”, declarou.
Durante a conversa, foram citados exemplos que, segundo os entrevistados, representam a necessidade urgente de agregar valor aos produtos produzidos no estado. Entre eles, o couro bovino exportado sem beneficiamento e a soja enviada para processamento fora de Rondônia.
“O couro do boi sai e volta em bolsas e outros produtos. A soja vai para fora e retorna em óleo. Nós temos que ter esmagadoras aqui para produzir óleo e ração de qualidade dentro do estado”, acrescentou Amir Lando.
O presidente da OCB Rondônia, Salatiel Soares, também destacou a importância do cooperativismo no fortalecimento do agronegócio e na ampliação da capacidade produtiva do estado, defendendo investimentos que garantam mais competitividade aos produtores rondonienses.
Já o secretário de Agricultura, Luiz Paulo, ressaltou que Rondônia vive uma fase de expansão no setor agropecuário e que o crescimento da produção exige planejamento voltado para infraestrutura, tecnologia e fortalecimento da cadeia industrial.
Durante o debate, Arimar Souza de Sá questionou os convidados sobre quais medidas práticas seriam necessárias para transformar Rondônia em um polo industrial ligado ao agronegócio.
Em resposta, Amir Lando afirmou que o estado precisa de uma política pública permanente voltada para atração de grandes empresas e indústrias. “É uma política de Estado. Precisamos trazer grandes industriais para cá e mostrar que Rondônia tem vantagens. Hoje não somos mais um ponto isolado no universo amazônico”, afirmou.
Na sequência, o ex-ministro criticou a ausência de áreas industriais estruturadas e relembrou o antigo Parque Industrial de Porto Velho, apontando que o espaço perdeu sua finalidade ao longo dos anos. “Você não vê sequer indústria em Porto Velho. O parque industrial foi praticamente destruído e ocupado por galpões”, lamentou.
Outro ponto defendido pelos entrevistados foi a necessidade de reduzir burocracias e criar um ambiente mais favorável para empresários e investidores interessados em instalar indústrias em Rondônia.
“O empreendedor tem que ser parceiro. O Estado precisa receber quem quer investir de braços abertos e não com uma chibata na mão”, disse Amir Lando.
O comunicador Adilson Honorato também participou das discussões sobre desenvolvimento regional e destacou a importância de ampliar os debates públicos sobre economia, produção e geração de emprego no estado.
Além da industrialização, o programa abordou temas ligados à pesquisa científica aplicada ao agronegócio, expansão da produtividade rural e fortalecimento das cadeias produtivas. Arimar Souza de Sá ainda destacou a necessidade de investimentos em tecnologia e pesquisa para evitar que o agronegócio encontre limitações futuras no crescimento da produção.
A entrevista integrou a cobertura especial da Rondônia Rural Show e reuniu análises sobre exportação, infraestrutura, indústria e desenvolvimento econômico, temas considerados centrais para o futuro de Rondônia.
ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI: