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    porto velho, quinta-feira 20 de junho de 2024

Semagric anuncia solução para tirar Capital da liderança de crimes ambientais

A ação irá contemplar a regularização fundiária, demanda antiga e necessária.


RONDONOTÍCIAS

Publicada em: 21/07/2023 08:03:35 - Atualizado

PORTO VELHO - RO: No topo das cidades que mais cometem crimes contra o meio ambiente, Porto Velho lidera em todo o Estado e até o ano passado era a quinta cidade a causar depredações ambientais em todo o país e pelo que tudo indica neste ano já caminha a passos largos para uma liderança, uma vez que até maio deste ano se havia registrado mais de 80 denúncias de queimada e uma soma de mais de R$100 mil em multas.

Queimadas, derrubadas irregulares, pesca em período proibido, dragagem de minérios em área protegida, são apenas alguns das infrações cometidas. Em 2022 foram somados ao estado mais de R$181 milhões em multas ambientais. Durante entrevista ao programa A Voz do Povo, o secretário Carlos Magno, da Secretaria Municipal da Agricultura comentou que a pasta já está trabalhando para dar início a um projeto que visa dar segurança ao homem do campo e que irá ajudar o produtor a trabalhar de maneira correta na terra, de forma que agregue valor ao meio ambiente, biodiversidade e à bioeconomia, gerando um desenvolvimento sustentável. 

“Já estamos planejando um enfrentamento contra essa estatística da Capital, já temos recurso liberado para iniciarmos os trabalhos e estamos em vias finais da elaboração do projeto para iniciarmos”, explicou. Ele comenta que o primeiro passo é trabalhar na regularização fundiária através de proposta de parceria com o Incra, com a destinação de funcionários para ajudar nessa demanda que é tão antiga. 

O secretário explicou que com a regularização dos títulos das terras é possível mudar a mentalidade dos produtores em relação a depredação ambiental e caso haja crimes nesse escopo é possível identificar os culpados com mais agilidade. “A regularização fundiária é o início dos trabalhos para coibir os crimes ambientais, além de oferecer ao produtor uma segurança de que aquela terra é dele e é ele quem precisa cuidar, gera uma garantia e também responsabilidade ambiental”, concluiu.


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