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    porto velho, quarta-feira 26 de fevereiro de 2025

Ex-presidente Donald Trump perde a chance de atrair mais apoio depois de aparente atentado

Candidato responsabiliza Biden e Harris e insiste na divisão, em contraste com a reação ao primeiro atentado, em julho


cnn

Publicada em: 17/09/2024 09:40:16 - Atualizado

MUNDO: O que parece ser a segunda tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump em pouco mais de dois meses levanta questões sobre as consequências eleitorais do episódio, o aparato de segurança em torno do candidato, o ambiente de ódio que cerca a política americana e o acesso a armas de alto poder de fogo por pessoas com histórico de violência e visível desconexão com a realidade.

O FBI classificou a ameaça representada por Ryan Wesley Routh de “séria”. Ele ficou durante mais de 12 horas no perímetro do campo de golfo onde Trump jogou no domingo, com um fuzil automático com mira e mantimentos. Mas, segundo o Serviço Secreto, não chegou a ter o ex-presidente em seu campo de visão, o que pode ter evitado uma tragédia. Antes que isso acontecesse, um agente do Serviço Secreto visualizou seu fuzil entre arbustos, abriu fogo e Routh fugiu sem reagir, mas foi detido mais tarde.

Em entrevista à Fox News Digital, Trump responsabilizou o presidente Joe Biden e a vice Kamala Harris, sua adversária, pelas tentativas de matá-lo. Segundo ele, o suspeito “acreditava na retórica de Biden e Harris, e agiu com base nela”. O ex-presidente acrescentou: “A retórica deles é a causa de atirarem em mim, quando eu sou a pessoa que vai salvar o país, e eles são os que o estão destruindo – por dentro e por fora. Eles são a ameaça real”.

Trump aparentemente não consegue evitar adotar o comportamento que ele atribui a seus oponentes. Em contraste, Biden e Harris condenaram imediatamente a tentativa de atentado. O presidente ordenou que o Serviço Secreto forneça a Trump toda a segurança de que necessite e pediu ao Congresso que aprove mais verbas para o órgão. Harris declarou: “Estou contente que ele esteja a salvo. A violência não tem lugar na América”.

O primeiro atentado, no dia 13 de julho, foi bem mais grave: Trump foi atingido de raspão na orelha por um tiro de fuzil. Entretanto, adotou atitude bem diferente, pedindo a união do país. Uma semana depois, a Convenção Republicana foi energizada pelo atentado e pelo discurso de Trump. Ele mobilizou a base em torno de sua candidatura, o que é necessário, mas não suficiente. O ex-presidente, segundo as pesquisas, não conseguiu consolidar o apoio dos moderados de que precisa para vencer, sobretudo nos seis ou sete estados-pêndulo que decidirão essa eleição.


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