Donald Trump ignora Tribunal de Haia e decide julgar Maduro com leis dos EUA
Maduro era acusado de crimes contra a humanidade em Haia, mas será julgado como traficante pela Justiça dos Estados Unidos
metropoles
Publicada em: 06/01/2026 11:33:25 - Atualizado
MUNDO: Donald Trump foi mais rápido do que uma investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI), também conhecido como Tribunal de Haia, responsável por julgar autoridades acusadas de crimes de guerra e contra a humanidade, que os Estados Unidos não reconhecem a jurisdição, e irá aplicar a lei norte-americana contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Operação contra Maduro
Ao lado de sua esposa, Cilia Flores, Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA no último sábado (3/1). A operação com o codinome Resolução Absoluta, segundo o Pentágono, contou com cerca de 150 aeronaves de guerra, que transportavam quase 200 militares norte-americanos.
Meses antes, Trump ordenou uma mobilização militar dos EUA na América Latina e Caribe. A movimentação contou navios de guerra, caças F-35, fuzileiros navais, um submarino nuclear e o porta-aviões USS Gerald R. Ford.
O objetivo declarado era combater o tráfico de drogas na região. Por isso, forças dos EUA bombardearam mais de 30 barcos em águas caribenhas e do Pacífico. Apesar de acusar as embarcações de possuírem ligações com o transporte de entorpecentes, provas nunca foram divulgadas por Washington.
Em meio à ofensiva, Maduro passou a ser classificado como chefe do cartel de drogas Los Soles. O mesmo grupo classificado pelos EUA como organização terrorista internacional, o que abriu brechas para justificar possíveis ataques contra a Venezuela sob a justificativa de combater o terror.
Depois de capturar Maduro, a administração Trump transportou o presidente venezuelano para o território dos EUA. Lá, o líder chavista será julgado por acusações ligadas ao tráfico de drogas.
Capturado em Caracas nas primeiras horas do último sábado (3/1), o líder chavista está atualmente em território norte-americano. Indiciado por um tribunal de Nova York, Maduro é acusado, ao lado de sua esposa Cilia Flores, de crimes ligados ao tráfico de drogas.
Durante audiência realizada na segunda-feira (5/1), o presidente venezuelano se declarou inocente, e disse ser um “prisioneiro de guerra” após ser preso em sua própria casa, na Venezuela.