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    porto velho, quarta-feira 4 de março de 2026

“Sicário”, espião de Vorcaro, tenta se matar em delegacia da PF

Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (4/3), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero...


Mirelle Pinheiro Letícia Guedes - Metrópoles

Publicada em: 04/03/2026 16:34:11 - Atualizado

Sicário

A Polícia Federtal (PF) informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (foto em destaque), conhecido pelo apelido de “Sicário”, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3), atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG).

“Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, informou a corporação em nota.
“Sicário”, espião de Vorcaro, tenta se matar em delegacia da PF - destaque galeria

A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.

Foi informado que será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.

“Espião do Master”

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é identificado nas investigações pelo apelido de “Sicário”. Segundo a Polícia Federal, ele exerceria um papel importante na organização das atividades do grupo.

A decisão judicial descreve que ele seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.

Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança.

As mensagens apreendidas indicam que a estrutura teria financiamento mensal que chegaria a cerca de R$ 1 milhão, valor destinado a custear as atividades de monitoramento e a remuneração dos integrantes envolvidos.

Em diálogos citados na decisão do STF, Mourão afirma que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e posteriormente distribuídos entre os participantes da equipe.

Além de citar Mourão, a investigação aponta a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também integraria o grupo. Para a Polícia Federal, a atuação da estrutura sugere a existência de uma rede privada de vigilância e pressão, voltada a coletar informações e acompanhar pessoas ligadas às investigações envolvendo o Banco Master.

Com base nos elementos reunidos, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados na nova fase da operação. A decisão também cita indícios de tentativa de interferência nas apurações, o que teria motivado as medidas cautelares determinadas pela Corte.

As apurações fazem parte da terceira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos envolvendo integrantes do grupo ligado ao banqueiro. Também foi determinado o bloqueio de bens, que podem chegar a R$ 22 bilhões, além de medidas contra outros investigados citados no processo.


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