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porto velho, sexta-feira 9 de janeiro de 2026

MUNDO: O governo da Venezuela decretou sete dias de luto nacional após a ofensiva militar que resultou em bombardeios em diferentes regiões do país e na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, retirados do território venezuelano durante uma operação conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
A decisão foi anunciada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante uma visita à comuna José Félix Ribas, em Caracas.
Segundo o governo venezuelano, o luto é uma homenagem a jovens que morreram durante a defesa do território e da institucionalidade do país, em meio ao que o texto descreve como "bombardeio de áreas civis e militares em vários pontos" da Venezuela.
Em declaração pública, Rodríguez afirmou que decretou o luto “em honra, honra e glória aos jovens, mulheres e homens que morreram, que ofereceram suas vidas defendendo a Venezuela”.
A representante também mencionou o impacto emocional das imagens dos confrontos. “As imagens dos corpos perfuraram minha alma, mas eu sei que eles se martirizaram por valores supremos desta República”, lamentou.
Segundo o governo venezuelano, Nicolás Maduro e Cilia Flores permanecem sob custódia após terem sido capturados durante a operação militar. A nota oficial afirma que o presidente foi retirado do país após o ataque e classifica as ações como "agressões imperiais" contra a soberania nacional.
Na madrugada de sábado (03), explosões foram registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além de áreas do litoral e da cidade costeira de Higuerote. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em coletiva de imprensa que a ofensiva foi conduzida por forças militares estadunidenses por terra, ar e mar, e classificou a ação como “bem-sucedida”.