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porto velho, domingo 18 de janeiro de 2026

MUNDO: O regime iraniano enfrenta um momento de fragilidade histórica, mas a ausência de uma figura central que lidere a oposição dificulta a consolidação de um movimento contrário ao governo dos aiatolás. Esta é a análise da professora Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional e professora da Ambra University, em entrevista ao CNN Prime Time.
Segundo Caneparo, apesar dos protestos e da repressão violenta por parte do regime, não existe uma figura que esteja encabeçando a oposição no Irã. "A gente precisa entender que não há um chefe da oposição dentro desse contexto iraniano.
A especialista ressalta que essa ausência de liderança causa uma dispersão de interesses e dificulta a formação de uma frente unida contra o regime. "A falta dessa figura faz com que haja uma dispersão de interesses e principalmente de algo frontal contrário ao regime", afirmou Caneparo.
Priscila Caneparo destacou que o Irã possui o segundo maior exército da região do Oriente Médio, perdendo apenas para Israel.
Além da força militar, a especialista aponta que há uma parcela significativa da sociedade iraniana que apoia o regime. "Há uma grande comoção de parte da sociedade iraniana que é pró-regime, isso a gente não pode esquecer", ressaltou a professora.
Apesar da estabilidade do regime, Caneparo observa que nunca se esteve tão próximo de uma nova revolução no Irã desde 1979. "De fato, a gente nunca esteve tão próximo, no histórico de Irã, desde 1979, de uma nova revolução", afirmou.
A professora também menciona a possibilidade de mudanças dentro do próprio regime, com a substituição de lideranças, mantendo a estrutura de poder. "Existe uma possibilidade também de algo acontecer dentro do próprio regime em deposição efetivamente de quem está no poder para outra pessoa que faça parte dessa conjuntura do poder", explicou.