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porto velho, domingo 18 de janeiro de 2026

MUNDO: A população de Portugal vai eleger um novo presidente neste domingo (18), numa disputa que, segundo as pesquisas de opinião, permanece bastante equilibrada entre pelo menos três candidatos.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos, está previsto um segundo turno para o dia 8 de fevereiro. Se isso acontecer, será a primeira vez que acontecerá um segundo turno no país em quatro décadas, o que reflete a fragmentação do panorama político.
Embora a presidência portuguesa seja um cargo em grande parte "cerimonial", detém um peso político significativo em momentos de crise, uma vez que o chefe de Estado pode dissolver o Parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar legislações.
As urnas estarão abertas entre 8 horas e até às 19 horas, no horário de Portugal (4h às 15h de Brasília).
Depois do horário de fechamento, só poderão votar os eleitores que já estiverem nas chamadas assembleias de voto.
André Ventura, de 42 anos, é líder e fundador do partido de ultradireita "Chega" e ex-comentarista esportivo de TV, o que o levou a se tornar a segunda maior força parlamentar em 2025, com uma plataforma de combate à corrupção e à imigração.
Analistas costumam descrever o partido "Chega" como o "show de um homem só" de Ventura, uma visão corroborada pelo fato dele estar concorrendo à presidência depois de afirmar em diversas ocasiões que deseja ser primeiro-ministro.
João Cotrim de Figueiredo, de 64 anos, é integrante do Parlamento Europeu pelo partido pró-mercado Iniciativa Liberal, que ele próprio liderou, defendendo reduções de impostos e maior flexibilidade para as empresas contratarem e demitirem funcionários.
Na segunda-feira (12), sua campanha sofreu um contratempo quando uma ex-assessora o acusou de agressão sexual em uma publicação online que já foi apagada.
Antonio José Seguro, de 63 anos, é um ex-líder do Partido Socialista que abandonou a vida política ativa após perder a liderança em 2014 para o futuro primeiro-ministro Antonio Costa.
Seguro, que anunciou sua candidatura à presidência em junho passado, se apresenta como o candidato de uma esquerda "moderna e moderada" para combater uma extrema direita populista cada vez mais influente.