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    porto velho, quinta-feira 5 de março de 2026

Presidente Donald Trump avalia atacar Irã para inspirar protestos no país, dizem fontes

Ofensivas direcionadas às forças de segurança e líderes iranianos poderiam inspirar mais protestos, criando condições para uma "mudança de regime"


cnn

Publicada em: 29/01/2026 10:00:38 - Atualizado

MUNDO: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando opções contra o Irã, incluindo ataques direcionados às forças de segurança e líderes iranianos para inspirar protestos, disseram múltiplas fontes.

Ainda assim, autoridades israelenses e árabes afirmam que o poder aéreo sozinho não derrubaria o regime teocrático.

Ao menos duas fontes americanas familiarizadas com as discussões relataram que Trump queria criar condições para uma "mudança de regime" após a repressão que esmagou um movimento de protesto nacional no início deste mês, matando milhares de pessoas.

Para isso, o republicano estaria analisando opções para atingir comandantes e instituições que Washington considera responsáveis ​​pela violência, para dar aos manifestantes a confiança de que poderiam invadir prédios do governo e da segurança, segundo as fontes.

Donald Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o curso de ação, incluindo se recorrerá à força militar, disseram uma das fontes e uma autoridade americana.

A segunda fonte americana afirmou que as opções discutidas pelos assessores do presidente americano também incluem um ataque muito maior, visando ter um impacto duradouro, possivelmente contra mísseis balísticos que podem atingir aliados dos EUA no Oriente Médio ou contra seus programas de enriquecimento nuclear.

O Irã se mostrou relutante em negociar restrições aos mísseis, que considera sua única forma de dissuasão contra Israel, relatou a primeira fonte.

A chegada de um porta-aviões americano e de navios de guerra de apoio ao Oriente Médio nesta semana ampliou a capacidade de Trump de potencialmente tomar medidas militares, após ele ter ameaçado repetidamente intervir devido à repressão iraniana.

A agência de notícias Reuters conversou com mais de uma dúzia de pessoas para esta reportagem sobre as deliberações de alto risco acerca dos próximos passos de Washington em relação ao Irã.

Pelo menos quatro autoridades árabes, três diplomatas ocidentais e uma fonte ocidental de alto escalão, cujos governos foram informados sobre as discussões, disseram estar preocupados com o fato de que, em vez de levar as pessoas às ruas, os ataques americanos poderiam enfraquecer um movimento já em choque após a repressão mais sangrenta pelas autoridades desde a Revolução Islâmica de 1979.

Alex Vatanka, diretor do Programa Irã do Instituto do Oriente Médio, afirmou que, sem deserções militares em larga escala, os protestos iranianos continuam sendo “heroicos, mas em desvantagem numérica e de armamento”.

As fontes desta reportagem solicitaram anonimato para falar sobre assuntos delicados.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, o Departamento de Defesa dos EUA e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentários.

O gabinete do primeiro-ministro israelense também se recusou a comentar.


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