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    porto velho, domingo 1 de fevereiro de 2026

Autoridades negam envolvimento de Israel em explosão no Irã após tensões com os EUA

Pelo menos uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas no sul do país; causas ainda são investigadas


cnn

Publicada em: 31/01/2026 12:25:39 - Atualizado


MUNDO: Autoridades de Israel disseram à agência Reuters que o país não está envolvido na explosão que ocorreu neste sábado (31) no Irã em meio às tensões com os Estados Unidos.

A explosão no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã deixou pelo menos um morto e 14 feridos, informou uma autoridade iraniana a agências de notícias locais. A causa da explosão ainda é desconhecida.

A agência semioficial Tasnim negou os relatos nas redes sociais de que um comandante da Marinha da Guarda Revolucionária teria sido alvo da explosão e classificou os relatos como “completamente falsos”.

Separadamente, quatro pessoas morreram após uma explosão de gás na cidade de Ahvaz, perto da fronteira com o Iraque, segundo o jornal estatal Tehran Times. Nenhuma outra informação estava disponível de imediato.

As explosões ocorrem em em meio ao aumento das tensões entre o Irã e o Estados Unidos devido a repressão aos protestos no país e as preocupações com o programa nuclear iraniano.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou esta semana que uma “armada” estava a caminho do Irã e fontes disseram que Trump estava avaliando opções militares, incluindo possíveis ataques direcionados às forças de segurança.

Mais cedo no sábado, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou líderes dos EUA, de Israel e da Europa de explorarem os problemas econômicos do Irã, incitarem a instabilidade e fornecerem às pessoas meios para “despedaçar a nação”.

Porto de Bandar Abbas

Bandar Abbas, que abriga o porto de contêineres mais importante do Irã, fica no Estreito de Ormuz, uma via marítima vital entre o Irã e Omã por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo.

O porto sofreu uma grande explosão em abril do ano passado, que matou dezenas de pessoas e deixou mais de 1.000 feridas. Na época, um comitê de investigação atribuiu o acidente a falhas no cumprimento dos princípios de defesa civil e segurança.


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