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porto velho, quinta-feira 2 de abril de 2026

MUNDO: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (1º) que o Estreito de Ormuz deve voltar a funcionar quando a guerra acabar. Segundo ele, isso vai acontecer “naturalmente”. A declaração foi feita em um pronunciamento na Casa Branca, em meio à alta no preço dos combustíveis.
Trump afirmou que o próprio Irã teria interesse em reabrir a passagem para conseguir vender petróleo e reconstruir o país.
Quando isso terminar, o estreito vai se abrir. Eles precisam disso. Trump
Mesmo com o aumento da gasolina nos Estados Unidos, o presidente tentou passar uma mensagem de tranquilidade. Disse que os preços devem cair assim que o conflito chegar ao fim.
No discuro, Trump deixou claro que não pretende colocar os Estados Unidos à frente de uma operação para retomar o controle da rota.
Ele cobrou uma reação de outros países que dependem do petróleo que passa pelo estreito.
Vão até lá e tomem contaTrump
A fala indica que Washington pode encerrar a guerra sem garantir a reabertura da principal rota de energia do mundo, o que preocupa analistas.
Especialistas ouvidos pela CNN dizem que o fim dos ataques não resolve automaticamente o problema. Para eles, a normalização do fluxo depende de segurança na região, o que ainda está longe de acontecer.
Apesar do discurso mais otimista sobre o fim da guerra, Trump disse que os bombardeios vão continuar, e até se intensificar.
Segundo ele, as forças americanas já destruíram boa parte da estrutura militar do Irã.
A marinha não existe mais. A força aérea foi destruídaTrump
Ele também disse que o país deixou de ser uma ameaça direta, mas indicou que novas ações devem ocorrer nas próximas duas ou três semanas.
O conflito começou no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram alvos militares e nucleares no Irã.
Logo no início, um bombardeio em Teerã matou o líder supremo Ali Khamenei. A partir daí, o confronto se espalhou.
O Irã passou a responder com mísseis e drones. Países do Golfo também foram atingidos, além de Israel. No Líbano, o Hezbollah entrou na guerra.