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    porto velho, quinta-feira 23 de abril de 2026

Irã divulga vídeo com IA e manda presidente dos Estados Unidos “calar a boca” após trégua

Peça exibida após extensão do cessar-fogo mostra presidente dos Estados Unidos em negociação fictícia e ironiza trégua anunciada


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Publicada em: 22/04/2026 09:35:43 - Atualizado

MUNDO: O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira (22) um vídeo produzido com inteligência artificial em que manda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “calar a boca”.

A peça foi publicada pela agência estatal Fars horas após o anúncio de prorrogação do cessar-fogo entre os dois países.

O material mostra uma encenação de negociação. Trump aparece sentado à mesa com integrantes do governo americano e repete ameaças contra o Irã. Em seguida, recebe um bilhete atribuído a Teerã com a frase direta: “Trump, cale a boca”.

Na sequência, o personagem reage e anuncia a extensão da trégua, citando um pedido do Paquistão. O vídeo termina com trilha de risadas.

A divulgação ocorreu no mesmo dia em que o prazo inicial do cessar-fogo chegaria ao fim. A trégua foi estendida sem definição de nova data.

Vídeo é publicado após anúncio de trégua indefinida

Na terça-feira (21), Trump afirmou que ordenou às Forças Armadas que mantivessem o cessar-fogo por tempo indeterminado. A decisão foi publicada na rede Truth Social.

O presidente também determinou a continuidade do bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, em vigor desde 13 de abril. A região concentra parte relevante do transporte global de petróleo.

O cessar-fogo havia sido anunciado inicialmente por duas semanas, com início em 7 de abril. Dias antes do prazo final, Trump disse que a extensão seria “altamente improvável”.

As negociações seguem sem avanço. O Irã abriu e fechou o estreito mais de uma vez desde o início do bloqueio.

Ameaças atingem produção de petróleo na região

Enquanto a trégua é mantida, autoridades iranianas aumentaram o tom de ameaça sobre países da região.

Um comandante da Guarda Revolucionária afirmou, em declarações divulgadas pela mídia estatal, que países que permitirem ações contra o Irã podem sofrer impactos diretos na produção de petróleo.


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