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    porto velho, quarta-feira 29 de abril de 2026

Ataque americano a barco suspeito no Pacífico deixa três mortos, dizem autoridades militares

Autoridades militares afirmam que a ação buscava conter fluxos de drogas na região e seguiu protocolos de combate ao narcotráfico


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Publicada em: 27/04/2026 09:53:20 - Atualizado

MUNDO: O Exército dos Estados Unidos matou três homens em um novo ataque contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no Pacífico Oriental. A informação foi divulgada pelo Comando Sul (SouthCom) no fim deste domingo (26).

O vídeo da operação foi divulgado no X (antigo Twitter) mostrando um barco navegando rapidamente antes de uma explosão o consumir em chamas.

Em comunicado oficial, os militares informam para a imprensa global:

"Em 26 de abril, sob as ordens do comandante do Comando Sul dos EUA, General Francis L. Donovan, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas.

Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico.

Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante a operação. Nenhum militar americano ficou ferido", SouthCom

Segundo a CBS News, a campanha de Donald Trump de destruir embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico em águas da latino-americanas está começou desde o início de setembro (2025) e já deixou ao menos 186 mortos. Ainda de acordo com o jornal, ações semelhantes também foram realizadas no Mar do Caribe.

Os militares não apresentaram evidências públicas de que as embarcações atingidas transportavam drogas. Questionado sobre um ataque anterior que matou dois homens, um porta-voz do Comando Sul dos EUA afirmou à CBS que, “por razões de segurança operacional, não é possível discutir fontes ou métodos específicos”.

Quando os ataques começaram

A reportagem aponta ainda que os ataques tiveram início após os Estados Unidos ampliarem significativamente sua presença militar na região, em um movimento considerado o maior em gerações.

No entanto, as ações ocorreram meses antes da operação de janeiro que resultou na captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, levado a Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas às quais se declarou inocente.


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