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porto velho, sexta-feira 23 de outubro de 2026

MUNDO: Os conflitos no Oriente Médio são parte central da campanha eleitoral em Israel para o Parlamento, conhecido como Knesset. A votação acontecerá no dia 27 de outubro e definirá o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Tanto o governo quanto a oposição tentam ter controle das narrativas sobre os conflitos. De um lado, o governo de Netanyahu afirma que as ações eram necessárias e garantiram a segurança de Israel; do outro, a oposição critica e diz que os objetivos não foram concluídos e causaram danos ao país.
Uma das guerras que ainda não chegou ao fim é a batalha no Líbano, contra o Hezbollah. Além dos ataques aéreos, que deixaram milhares de mortos, Israel avançou pelo território libanês e capturou uma área que avançava cerca de 10 km pelo país vizinho.
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos fez com que a fase mais intensa desse conflito ficasse para trás. Ainda assim, não houve um acordo para o fim definitivo das hostilidades.
Israel quer o desarmamento completo do Hezbollah, enquanto o grupo libanês se nega a baixar as armas e exige que as forças israelenses deixem o Líbano completamente.
Desta maneira, a comunidade internacional acompanha de perto as eleições israelenses para avaliar o futuro das negociações.
Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, avalia que não haverá grandes mudanças na política externa israelense após a votação, mesmo se a oposição a Benjamin Netanyahu vencer.
O especialista explica que os candidatos de maior relevância são ligados aos militares e têm experiência na área de segurança, como, por exemplo, Gadi Eisenkot. Ele foi ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel e é o principal cotado para assumir o cargo de primeiro-ministro, caso vença Netanyahu.
Outros postulantes também ocuparam cargos importantes, como Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa.