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porto velho, sábado 1 de fevereiro de 2025
MUNDO: O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, entregou sua renúncia ao presidente Sergio Mattarella nesta quinta-feira (21), após ruptura em sua coalizão de governo, mergulhando o país em turbulências políticas e atingindo os mercados financeiros.
O gabinete de Mattarella disse em comunicado que o chefe de Estado “tomou nota” da renúncia e pediu a Draghi que permanecesse como interino.
A declaração não indicava as próximas ações de Mattarella. Fontes políticas disseram no início desta semana que o presidente pode dissolver Parlamento e convocar eleições antecipadas em outubro.
Mattarella planeja se encontrar com os presidentes de ambas as casas do parlamento italiano na tarde de quinta-feira.
A coalizão da Itália se desfez na quarta-feira (20), quando três dos principais parceiros de Draghi boicotaram um voto de confiança que ele havia convocado para tentar acabar com as divisões e renovar sua aliança fragmentada.
A crise política acabou com meses de estabilidade na Itália, durante os quais Draghi ajudou a moldar a dura resposta da Europa à invasão da Ucrânia pela Rússia e elevou a posição do país nos mercados financeiros.
Títulos e ações italianos caíram acentuadamente na quinta-feira, quando os mercados se preparam para o primeiro aumento da taxa de juros do Banco Central Europeu desde 2011.
“É um grande golpe para a capacidade da Itália de entregar políticas e reformas no curto prazo”, disse Lorenzo Codogno, chefe da LC Macro Advisers e ex-funcionário sênior do Tesouro italiano. “Haverá atrasos e interrupções com eleições antecipadas e, provavelmente, nenhum orçamento até o fim do ano.”
Draghi já havia pedido demissão na semana passada depois que um dos partidos parceiros, o populista Movimento 5 Estrelas, não o apoiou em um voto de confiança sobre medidas para combater o alto custo de vida.