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porto velho, terça-feira 15 de setembro de 2026

PORTO VELHO, RO - O pastor e psicólogo Aluízio Vidal Flor, de 58 anos, foi preso preventivamente nesta terça-feira (15), em Porto Velho, no âmbito de uma investigação envolvendo acusações de crimes contra a dignidade sexual praticados contra mulheres.
O mandado foi cumprido pela Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Velho. A ordem de prisão foi determinada pela Justiça após o avanço das investigações.
Aluízio Vidal é conhecido pela atuação religiosa e também possui trajetória na política de Rondônia. Em 2018, disputou uma vaga no Senado pelo estado e, mais recentemente, seguia atuando como pastor da Igreja Presbiteriana em Porto Velho.
Segundo informações divulgadas sobre o processo, que tramita em segredo de Justiça, há acusações relacionadas a importunação sexual, estupro de vulnerável por impossibilidade de resistência e assédio sexual, além de referência à investigação por violação sexual mediante fraude.
Por causa do sigilo judicial, detalhes sobre as circunstâncias em que os fatos teriam ocorrido e informações sobre as supostas vítimas não estão disponíveis publicamente.
Polícia Civil procura possíveis outras vítimas
Ao comunicar oficialmente a prisão, a Polícia Civil não revelou o nome do investigado nem identificou a instituição religiosa à qual ele estaria vinculado. A medida, segundo a corporação, busca preservar as vítimas e garantir o sigilo das investigações.
A Polícia Civil também fez um chamado para que outras pessoas que eventualmente tenham sido vítimas no mesmo contexto procurem a DEAM. O atendimento, conforme a instituição, ocorre de maneira segura, humanizada e sigilosa.
Denúncias podem ser feitas presencialmente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou pelo Disque 197, da Polícia Civil, inclusive de forma anônima.
Também estão disponíveis o Disque 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas para orientações e encaminhamentos, e o 190, da Polícia Militar, destinado a situações de emergência.
Investigação segue sob sigilo
A prisão preventiva ocorre durante o andamento das investigações e não representa condenação. Caberá à Justiça analisar as provas e eventual responsabilidade criminal do investigado.
Até o momento das informações apresentadas, a defesa de Aluízio Vidal não havia sido localizada para se manifestar sobre a prisão e as acusações.