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porto velho, sexta-feira 18 de setembro de 2026

PORTO VELHO-RO: A Polícia Federal informou nesta sexta-feira (18) que pessoas investigadas por suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e prática de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) teriam tomado conhecimento da Operação Reduto antes do cumprimento das medidas judiciais, realizado em julho deste ano.
A operação anterior resultou no afastamento de 11 servidores e na prisão preventiva de dois investigados.
Para identificar a origem do vazamento e entender de que maneira informações sigilosas chegaram aos investigados, a PF, em conjunto com o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), deflagrou uma nova ação nesta sexta-feira.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Ariquemes. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).
Segundo a PF, a investigação busca reunir provas sobre o possível vazamento de informações e verificar a participação dos envolvidos. Entre os crimes investigados estão violação de sigilo funcional, obstrução de investigação de organização criminosa e fraude processual.
De acordo com os investigadores, informações relacionadas à Operação Reduto teriam chegado aos alvos na noite anterior ao cumprimento dos mandados.
Ainda conforme a PF, alguns investigados teriam adotado medidas para dificultar a ação policial, como esconder, substituir ou formatar aparelhos celulares. Também teriam deixado suas residências e tentado se hospedar em outros endereços utilizando nomes de terceiros.
Deflagrada em julho, a Operação Reduto apurou suspeitas de irregularidades em licitações, desvio de dinheiro público e “rachadinha”.
Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Ariquemes, em Rondônia, e Manaus, no Amazonas. Na capital de Rondônia, a investigação teve como foco a Assembleia Legislativa. Em Ariquemes, foram investigados servidores ligados à prefeitura.
Entre os alvos estava o presidente da ALE-RO, deputado estadual Alex Redano (Republicanos). O então secretário-geral da Assembleia, Rogério Gago da Silva, foi preso preventivamente e posteriormente exonerado.
No total, 11 servidores foram afastados e dois foram presos durante a operação.
As apurações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações consideradas suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus que mantinha contratos com órgãos públicos de Rondônia.
Com o avanço da investigação, a Polícia Federal apontou movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões que, segundo os investigadores, seriam incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.