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porto velho, quinta-feira 8 de janeiro de 2026

PORTO VELHO (RO) - A definição dos principais nomes para a sucessão do governador Marcos Rocha (União Brasil) ao Governo de Rondônia, em 2026, chama atenção por um dado simbólico e preocupante: o cenário visível da disputa não conta, até agora, com qualquer nome feminino.
Em levantamentos recentes de intenção de voto, os nomes mais citados na corrida ao Palácio Rio Madeira são predominantemente masculinos. Entre eles aparecem políticos experientes como Marcos Rogério, Ivo Cassol e Fernando Máximo, com destaque para um grupo de quatro pré-candidatos em situação de empate técnico.
Embora existam lideranças femininas relevantes na política rondoniense — a exemplo da deputada federal Sílvia Cristina (PP), que se movimenta como pré-candidata ao Senado —, nenhuma mulher foi, até o momento, fortemente projetada ou consolidada nas listas de pré-candidaturas ao governo do estado.
O cenário expõe uma baixa representatividade feminina no mais alto cargo do Poder Executivo estadual e reforça a necessidade de renovação e incentivo à construção de novas lideranças eleitorais femininas em Rondônia, sob pena de o estado repetir, mais uma vez, uma disputa marcada exclusivamente pelo protagonismo masculino.