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    porto velho, segunda-feira 2 de março de 2026

Gestão presencial marca nova fase da Educação em Porto Velho, diz secretário

“Vou às escolas, converso com diretores, professores e alunos. A gestão precisa estar onde os problemas acontecem”, afirmou o secretário...


Redação

Publicada em: 01/03/2026 12:43:53 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - A rede municipal de ensino de Porto Velho inicia um novo ciclo sob a condução do secretário Giordani Lima, que decidiu adotar uma postura clara: sair do gabinete e assumir a gestão diretamente nas escolas.

Nomeado em 2 de fevereiro de 2026 para comandar a Secretaria Municipal de Educação de Porto Velho, Giordani já conhecia de perto os desafios da pasta. Antes de assumir o cargo principal, atuou como secretário adjunto, com foco na infraestrutura escolar, acompanhando reformas, manutenção predial e demandas estruturais da rede.

Agora, a proposta vai além da estrutura física. A meta é fortalecer o ensino a partir da presença constante da gestão nas unidades.

No segundo semestre de 2025, ainda como adjunto, Giordani percorreu diversas escolas da zona urbana, distritos e comunidades da região do Baixo Madeira. A prática, segundo ele, não foi pontual — tornou-se método de trabalho.

“Vou às escolas, converso com diretores, professores e alunos. A gestão precisa estar onde os problemas acontecem”, afirmou o secretário.

A estratégia é simples, mas poderosa: ouvir antes de decidir, diagnosticar ‘in loco’ antes de planejar e agir com base na realidade concreta das salas de aula.

Porto Velho possui uma rede extensa, que inclui escolas em áreas de difícil acesso, sobretudo na zona rural e ribeirinha. A ausência histórica de acompanhamento presencial constante muitas vezes dificultou respostas rápidas a problemas estruturais, pedagógicos e administrativos. A gestão presencial busca corrigir essa lacuna.

Ao priorizar visitas técnicas frequentes, o secretário sinaliza que melhoria do ensino não se constrói apenas com decretos, mas com acompanhamento contínuo, valorização de professores, diálogo com equipes gestoras e escuta ativa da comunidade escolar.

A presença da SEMED nas unidades também fortalece a transparência e a corresponsabilidade. Quando o gestor comparece, identifica gargalos com mais precisão — seja falta de material, ajustes pedagógicos, manutenção predial ou demandas de transporte escolar.

O desafio é grande. Melhorar indicadores educacionais exige planejamento, formação continuada, infraestrutura adequada e acompanhamento pedagógico permanente. Mas exige, sobretudo, liderança comprometida com o chão da escola.

Ao reafirmar seu perfil de gestão presencial, Giordani Lima estabelece um recado claro: a transformação da educação municipal começa onde o aluno está — dentro da sala de aula.



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