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    porto velho, domingo 11 de janeiro de 2026

MDB patina na falta de nomes e segue sem rumo na disputa pelo Governo de Rondônia

Mesmo após a escolha de uma nova direção, a sigla permanece sem musculatura política e, principalmente, sem um nome viável para disputar o Governo do Estado...


Redação

Publicada em: 10/01/2026 10:41:13 - Atualizado

Foto: Reprodução

RONDÔNIA - Com a aproximação do calendário eleitoral, os partidos intensificam articulações, buscam filiações estratégicas e tentam montar palanques competitivos para 2026. Em Rondônia, porém, o MDB segue na contramão desse movimento. Mesmo após a escolha de uma nova direção, a sigla permanece sem musculatura política e, principalmente, sem um nome viável para disputar o Governo do Estado.

A eleição de Luciano Valério para a presidência estadual não foi suficiente para romper a inércia interna. Pouco conhecido no cenário político rondoniense, Valério assumiu um partido esvaziado, sem lideranças de peso e com dificuldades evidentes para retomar protagonismo. O MDB que já enfrentou regimes autoritários e foi central em decisões nacionais hoje luta, em Rondônia, para não desaparecer do debate majoritário.

Desde a última passagem relevante pelo Executivo estadual, o partido não conseguiu reconstruir um projeto sólido de poder. A legenda acumula eleições em que atua apenas como coadjuvante, sem candidatura própria ao Palácio Rio Madeira e sem influência real na disputa pela cadeira principal do Centro Político Administrativo.

Nos bastidores, Luciano Valério tenta convencer o Diretório Estadual de que lançar um nome próprio ao Governo é questão de sobrevivência política. O esforço inclui conversas com o senador Confúcio Moura, presidente regional e virtual candidato à reeleição, além de outros quadros históricos do partido. O problema é que, até agora, não há consenso — nem alternativa concreta.

Segundo fontes internas, o MDB enfrenta um dilema simples e cruel: a defesa de candidatura própria não vem acompanhada de um nome capaz de empolgar militância, atrair alianças ou dialogar com o eleitorado. Nem mesmo a nova direção e a chamada velha guarda da legenda, conseguem apontar, hoje, quem poderia assumir essa missão.

Sem renovação, sem liderança competitiva e sem discurso claro, o MDB de Rondônia segue refém do próprio passado. A poucos meses do início oficial da corrida eleitoral, o partido observa o jogo da arquibancada, enquanto adversários avançam no tabuleiro.

Se nada mudar, a legenda corre o risco de repetir em 2026 o papel que tem desempenhado nos últimos ciclos: presença formal, influência mínima e protagonismo nenhum.


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