• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quinta-feira 15 de janeiro de 2026

Silêncio estratégico tira Fernando Máximo do centro do debate eleitoral em Rondônia

O entusiasmo inicial, no entanto, esbarrou em um obstáculo conhecido nos bastidores: o inquérito em andamento na Polícia Federal que apura...


Redação

Publicada em: 15/01/2026 08:14:23 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Após ensaiar uma entrada mais firme na disputa pelo governo de Rondônia, o deputado federal Fernando Máximo desapareceu do radar político nas últimas semanas, alimentando especulações sobre o real fôlego de sua pré-candidatura nas eleições deste ano. O movimento, interpretado por analistas como calculado, ocorre justamente após o nome do parlamentar passar a figurar em levantamentos informais que o animaram a testar o terreno eleitoral.

O entusiasmo inicial, no entanto, esbarrou em um obstáculo conhecido nos bastidores: o inquérito em andamento na Polícia Federal que apura supostas irregularidades na compra de insumos durante a pandemia da Covid-19. O tema, tratado como um “passivo sensível” por aliados e adversários, voltou a circular com força assim que Máximo passou a ser citado como potencial concorrente ao Palácio Rio Madeira.

Desde então, o deputado reduziu drasticamente sua exposição pública. Sumiram os discursos inflamados, as agendas políticas e até a marca visual que o acompanhava — a inseparável “toquinha”, símbolo recorrente de sua imagem política. O silêncio reforçou a percepção de que Máximo optou por sair momentaneamente do tabuleiro para evitar desgaste prematuro.

Nos bastidores, porém, a leitura é de que o deputado não abandonou o projeto. A estratégia seria aguardar um momento mais favorável para reaparecer, ciente de que qualquer movimento agora reacenderia o debate sobre o inquérito e ofereceria munição aos adversários, com potencial impacto direto sobre seu eleitorado.

Além das questões jurídicas, Fernando Máximo enfrenta um problema partidário. No União Brasil, seu espaço é limitado. A legenda já trabalha, sobre a influência de Júnior Gonçalves na legenda, a pré-candidatura de seu irmão vice-governador Sérgio Gonçalves ao governo do Estado, o que fecha a porta para uma disputa interna. Caso decida manter o projeto majoritário, Máximo terá de buscar abrigo em outra sigla, capaz de lhe garantir legenda, tempo político e sustentação eleitoral.

Enquanto isso, o deputado segue fora do palco principal, apostando no silêncio como ferramenta de sobrevivência política. Resta saber até quando conseguirá permanecer submerso — e se, ao emergir, encontrará águas menos turbulentas no cenário eleitoral de Rondônia.


Fale conosco