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    porto velho, sexta-feira 13 de março de 2026

Mudança na Saúde de Rondônia expõe novo movimento político do governo Marcos Rocha

Para o lugar do militar, o governador apostou em um perfil técnico. Foi nomeado o médico Edilton Oliveira dos Santos...


Redação

Publicada em: 13/03/2026 07:50:15 - Atualizado

PORTO VELHO – RO - Em mais uma reacomodação dentro da máquina administrativa estadual, visando as eleições deste ano, o governador de Rondônia, Marcos Rocha-PSD decidiu substituir o comando da Secretaria de Estado da Saúde, uma das pastas mais sensíveis e politicamente delicadas do governo.

O coronel Jefferson Rocha deixou o cargo de secretário da Saúde após decreto publicado no dia 12 de março, marcando o fim de sua passagem à frente da estrutura responsável por gerir hospitais, unidades especializadas e políticas públicas de atendimento em todo o território rondoniense.

Para o lugar do militar, o governador apostou em um perfil técnico. Foi nomeado o médico Edilton Oliveira dos Santos, profissional que atua no município de Cacoal e que agora assume a condução da pasta responsável pela engrenagem da saúde pública estadual.

Nos bastidores corre a informação, ainda não confirmada que a indicação partiu do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, pré-candidato ao Governo de Rondônia, com apoio de Marcos Rocha.

A troca de comando na Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia não ocorre em um momento trivial. A saúde pública tem sido um dos campos mais pressionados da administração estadual, marcada por demandas crescentes por leitos, estrutura hospitalar, especialistas e melhoria no atendimento à população.

Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, a mudança é interpretada como mais do que uma simples substituição administrativa. Trata-se também de um gesto político do governo para reposicionar a gestão da saúde em meio a cobranças da sociedade e à necessidade de apresentar resultados concretos em uma área que, historicamente, costuma medir a temperatura de qualquer governo.

A escolha de um médico para o cargo sugere uma tentativa de imprimir maior credibilidade técnica à condução da pasta. Ao mesmo tempo, o movimento também sinaliza que o governador busca reorganizar a estratégia de gestão em um setor onde os desafios se acumulam: filas por atendimento, pressão sobre hospitais regionais e a necessidade permanente de ampliar a rede de serviços.

No tabuleiro político-administrativo do Estado, a Secretaria de Saúde é mais que um órgão de governo. É uma vitrine — e, muitas vezes, um campo de prova para medir a capacidade de resposta do Executivo diante das demandas mais urgentes da população.

Com a chegada de Edilton Oliveira dos Santos, abre-se agora um novo capítulo na condução da saúde em Rondônia. O desafio, porém, permanece o mesmo: transformar gestão em resultado concreto para quem depende diariamente do sistema público atual, sofrível.


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