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    porto velho, domingo 5 de abril de 2026

Samuel Costa sai candidato e mais uma vez vai para o sacrifício nas urnas

Em seu pronunciamento, Samuel buscou reafirmar o discurso de resistência que tem marcado suas campanhas...


Redação

Publicada em: 05/04/2026 11:02:08 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Mais uma vez no tabuleiro eleitoral, Samuel Costa surge como candidato que cumpre um papel já conhecido: sustentar a presença da esquerda e evitar o esvaziamento da legenda, mesmo diante de um histórico de derrotas consecutivas. Fiel à linha ideológica, ele retorna à disputa mais por compromisso político do que por expectativa real de vitória — quase um gesto de sacrifício.

Apesar do novo arranjo partidário — agora no PSB, que lançou sua pré-candidatura ao Governo ao lado de Neidinha Suruí ao Senado —, o enredo pouco muda. O próprio discurso de Samuel deixa transparecer o desgaste de quem já percorreu esse caminho várias vezes, sem sucesso nas urnas.

Ainda assim, mantém a coerência com seu campo político e insiste na candidatura própria como forma de manter viva a bandeira da esquerda em Rondônia, mesmo que, na prática, acabe novamente cumprindo o papel de figurante no processo eleitoral.

A movimentação foi oficializada durante ato político em Porto Velho, onde o PSB apresentou sua nova composição para as eleições de 2026. Além de Samuel Costa ao Governo e Neidinha Suruí ao Senado, o partido confirmou chapa completa para deputado estadual e federal, numa tentativa de estruturar presença mínima nas disputas proporcionais. Também foi ventilado o nome do sargento da PM Machado como possível vice, reforçando a estratégia de compor uma frente com diferentes perfis.

Em seu pronunciamento, Samuel buscou reafirmar o discurso de resistência que tem marcado suas campanhas: “Agradeço o carinho de cada amigo, familiar e apoiador nesta caminhada. O PSB agora é a minha casa. Não desistiremos de Rondônia”. A fala, no entanto, soa mais como uma reafirmação de permanência do que um sinal de renovação, refletindo a insistência de um projeto que, embora resiliente, ainda não conseguiu romper a barreira das urnas e sempre fica pelo meio do caminho.


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