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    porto velho, sexta-feira 17 de abril de 2026

Confúcio não assinou CPI do Master e ampliou distanciamento do bolsonarismo em Rondônia

No recorte de Rondônia, o tema já havia exposto divergências. Os senadores Jaime Bagattoli e Marcos Rogério aderiram ao movimento de investigação, mas Confúcio foi contra...


Redação

Publicada em: 17/04/2026 09:13:04 - Atualizado

Imagem: Montagem rondonoticias/ia

BRASÍLIA — O Senado Federal encerrou, em 14 de abril de 2026, os trabalhos da CPI do Crime Organizado sem a aprovação de um relatório final, deixando em aberto um dos pontos mais sensíveis apurados pela comissão: as suspeitas envolvendo o Banco Master.

O parecer apresentado pelo senador Alessandro Vieira, que apontava possíveis conexões da instituição financeira com esquemas de lavagem de dinheiro ligados a facções e milícias, acabou rejeitado por 6 votos a 4. A derrota do texto impediu uma conclusão formal da CPI, mas não encerrou o caso.

Mesmo sem relatório aprovado, a comissão decidiu encaminhar todo o material reunido às autoridades competentes. As informações serão compartilhadas com a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que passam a conduzir o aprofundamento das investigações fora do ambiente parlamentar.

O episódio marca uma inflexão: a CPI se encerra politicamente esvaziada, mas o conteúdo apurado ganha novo fôlego técnico nas mãos dos órgãos de controle.

No pano de fundo, permanece a tentativa frustrada de instalação de uma comissão específica para tratar exclusivamente do Banco Master. Senadores chegaram a acionar o Supremo Tribunal Federal em busca desse caminho, mas o debate acabou absorvido pela CPI do Crime Organizado.

No recorte de Rondônia, o tema já havia exposto divergências. Durante a fase de articulação para uma CPI voltada ao caso Master, os senadores Jaime Bagattoli e Marcos Rogério aderiram ao movimento de investigação. Já o senador Confúcio Moura foi o único da bancada a não assinar o requerimento, alinhando-se ao grupo que resistia à criação da comissão.

Agora, com o encerramento da CPI sem relatório final, o foco se desloca do embate político para o campo técnico. O que não avançou no plenário segue seu curso nos bastidores institucionais — onde, longe dos holofotes, os desdobramentos tendem a ser mais silenciosos, porém não menos decisivos.

Desta forma, definitivamente, Moura opta pelas pautas da esquerda e se afasta do eleitor majoritariamente bolsonarista em pleno período pré-eleitoral.


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