• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quinta-feira 25 de junho de 2026

Sofia Andrade propõe isenção de IPTU em ruas sem asfalto


Redação

Publicada em: 13/05/2026 11:40:13 - Atualizado

A vereadora Sofia Andrade apresentou na Câmara Municipal de Porto Velho um anteprojeto de lei que prevê a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para moradores de imóveis residenciais localizados em ruas sem pavimentação.

A proposta estabelece que o benefício seja concedido exclusivamente para imóveis construídos em vias urbanas que não possuam asfalto, concreto, bloqueteamento ou qualquer outro tipo de revestimento definitivo.

Segundo o texto apresentado pela parlamentar do PL, a isenção permanecerá válida enquanto a rua continuar sem infraestrutura de pavimentação.

O anteprojeto também determina que o benefício não será aplicado a imóveis comerciais, industriais, terrenos baldios ou imóveis considerados de alto padrão, cuja definição deverá ser regulamentada posteriormente pelo Poder Executivo.

De acordo com a proposta, a concessão da isenção poderá ocorrer de forma automática pela Prefeitura ou mediante solicitação do contribuinte.

Para isso, a Secretaria Municipal da Fazenda (SEMFAZ) deverá manter um cadastro atualizado das vias sem pavimentação em conjunto com a Secretaria Municipal de Obras (SEMOB).

Na justificativa do anteprojeto, Sofia Andrade afirma que a medida busca promover justiça fiscal e garantir tratamento mais equilibrado entre moradores que vivem em regiões com estruturas urbanas diferentes.

Segundo a vereadora, famílias que residem em ruas sem asfalto enfrentam dificuldades diárias, como lama durante o período chuvoso, excesso de poeira na estiagem, alagamentos, problemas de mobilidade e dificuldade de acesso para ambulâncias, transporte escolar e serviços públicos.

A parlamentar também argumenta que imóveis localizados em áreas pavimentadas possuem maior valorização patrimonial e melhor acesso à infraestrutura urbana, o que justificaria um tratamento tributário diferenciado para moradores de regiões ainda sem investimentos básicos.

O texto prevê ainda que a Prefeitura regulamente a medida em até 60 dias após eventual aprovação, respeitando as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre renúncia de arrecadação.

A proposta deve passar pelas comissões da Câmara Municipal antes de ser levada para votação em plenário.


Fale conosco