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    porto velho, quinta-feira 18 de junho de 2026

PF apreende US$ 49 mil em espécie em operação que tem líder do PT como alvo

Essa nova etapa apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT na Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro...


TERRA

Publicada em: 18/06/2026 10:13:49 - Atualizado

BRASIL: A Polícia Federal apreendeu US$ 49 mil em espécie, ou quase R$ 253 mil na cotação atual, durante a nona fase da Compliance Zero em Brasília, deflagrada nesta quinta-feira, 18. Ainda não se sabe em qual endereço o dinheiro foi localizado.

Além das notas em dólares, as autoridades também localizaram pelo menos 13 relógios no mesmo endereço.

Essa nova etapa apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT na Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e a suposta participação de Wagner no esquema.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. As ações acontecem na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A decisão inclui medidas cautelares como a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.

Entre os alvos, está Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e ex-governador da Bahia. Wagner teria recebido pagamentos do Banco Master durante anos pela empresa da esposa do enteado, Bonnie Bonilha, por meio de um contrato de consultoria que totalizou R$ 11 milhões em recebimentos.

Ele também teria viajado com frequência em jatos de Daniel Vorcaro e recebeu um apartamento de presente em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, segundo levantamento da Polícia Federal.

Outros endereços
Além de mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços do senador, a operação também tem como alvo o empresário Augusto Lima. Ex-sócio de Vorcaro, ele arrematou a rede baiana de supermercados Cesta do Povo, em 2018, que era a antiga Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), privatizada pelo sucessor de Wagner, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa.

No Estado, Lima também implementou um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master, o Credcesta.

O empresário chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de outras fases. A suspeita da PF é que ele também atuou na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Lima é influente na Bahia com trânsito entre políticos do PT e também da oposição.

Quando o escândalo do Banco Master explodiu, o jornal O Globo revelou que tanto o grupo petista, liderado por Wagner, quanto o grupo de ACM Neto (União Brasil) fecharam um acordo para deixar o caso fora da disputa eleitoral no Estado. Na ocasião, nenhum dos políticos quis se manifestar sobre o assunto.

O mesmo jornal divulgou, em março, que Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da gestora de recursos Reag, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia disse que os valores são referentes a serviços de consultoria.

O Terra pediu um novo posicionamento a assessoria de Jaques Wagner sobre a operação desta quinta, e aguarda retorno.


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