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    porto velho, sexta-feira 21 de agosto de 2026

Clima eleitoral esquenta em Rondônia durante cerimônia na OAB

Adailton Fúria (PSD) preferiu concentrar o discurso nos problemas de saúde e segurança, enquanto Marcos Rogério...


Redação

Publicada em: 21/08/2026 10:27:47 - Atualizado

Foto: Redes Sociais/Reprodução

PORTO VELHO-RO: O encontro promovido pela OAB de Rondônia para discutir o combate à desinformação nas eleições de 2026 acabou se transformando em mais um palco de disputa política entre os candidatos ao Governo do Estado.

A cerimônia, realizada na quarta-feira (19), reuniu os concorrentes para a assinatura do Pacto em Defesa da Democracia. Apesar do tom institucional da proposta, os discursos foram marcados por cobranças, críticas à gestão pública e ataques políticos.

Expedito Netto (PT) defendeu uma campanha sem ofensas pessoais e afirmou que não pretende recorrer a fake news, inteligência artificial ou estratégias de “jogo sujo”. Pedro Abib (MDB), por sua vez, cobrou do Congresso uma regulamentação mais clara sobre a desinformação e criticou a transferência dessa responsabilidade exclusivamente ao Judiciário.

Adailton Fúria (PSD) preferiu concentrar o discurso nos problemas de saúde e segurança, enquanto Marcos Rogério (PL) questionou a aplicação dos recursos públicos e afirmou que Rondônia não está sem dinheiro, mas enfrenta problemas na transformação dos investimentos em obras e serviços.

Hildon Chaves (União Brasil) também direcionou suas críticas à administração estadual, citando a baixa execução de recursos destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher.

O discurso mais contundente, contudo, partiu de Samuel Costa (PSB). O candidato aproveitou o evento para retomar a crise provocada pela intervenção nacional no PSB, que retirou sua candidatura ao Governo e levou o partido para a aliança encabeçada por Expedito Netto.

Samuel classificou a intervenção como uma tentativa de atingir a democracia em Rondônia, falou em “tapetão” e acusou um grupo político de tentar inviabilizar sua candidatura e a de Neidinha Suruí. Também criticou setores do agronegócio e defendeu mudanças na tributação da produção de soja.

Após a solenidade, o tom subiu ainda mais. Em entrevista, Samuel acusou setores do PT de tentar interferir no processo eleitoral e usou a expressão “banda podre do Partido dos Trabalhadores” ao comentar a crise envolvendo sua candidatura.

O episódio mostrou que, embora o pacto tenha sido criado para conter a desinformação e preservar o debate democrático, a proximidade das eleições já transforma eventos institucionais em espaços de forte confronto político.


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