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    porto velho, sexta-feira 21 de agosto de 2026

Fernando Máximo afirma que não tem responsabilidade pela ruína do HEURO

Candidato ao Senado neste ano, Máximo afirma que deixou a Secretaria de Estado da Saúde com a obra licitada e pronta para ser executada...


Redação

Publicada em: 21/08/2026 09:18:46 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Secretário de Saúde de Rondônia por quase quatro anos, o deputado federal Fernando Máximo (PL) voltou a ser alvo de críticas após publicar um vídeo de campanha nas redes sociais em que procura se desvincular da paralisação e do fracasso na construção do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (HEURO).

Candidato ao Senado neste ano, Máximo afirma que deixou a Secretaria de Estado da Saúde com a obra licitada e pronta para ser executada. Segundo ele, após sua saída do cargo, em razão da eleição para deputado federal em 2022, a responsabilidade pelo andamento do projeto passou ao governador Marcos Rocha e aos demais gestores que assumiram a condução da Saúde.

“Conseguimos licitar enquanto eu ainda era secretário, e aí depois começou a obra, e eu já fora da Secretaria de Estado. Depois não deram andamento e acabou que a obra parou, cancelaram o contrato”, afirmou Fernando Máximo.

A declaração, porém, foi rebatida por eleitores nas redes sociais, que relembraram a participação do então secretário na apresentação da pedra fundamental do HEURO, realizada em março de 2022. Naquele período, Máximo desfrutava de alta popularidade entre os rondonienses e, meses depois, foi eleito deputado federal mais votado de Rondônia.

Quatro anos após o anúncio da construção, o hospital ainda não foi entregue à população. No vídeo, Máximo afirma que continua tendo como sonho ver o novo João Paulo II funcionando e atendendo os pacientes.

“Eu quero ver esse hospital se tornar um lugar onde as pessoas cheguem sem medo, com esperança de serem acolhidas e cuidadas”, declarou.

O governo de Rondônia, por sua vez, já alegou que problemas envolvendo o consórcio responsável pelo contrato de construção contribuíram para a paralisação da obra e acabaram frustrando o projeto que previa a construção do novo hospital de emergência e urgência da capital.


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