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porto velho, segunda-feira 14 de setembro de 2026

PORTO VELHO-RO: Articulada para repetir o sucesso do União em 2022, quando o partido elegeu metade da bancada de Rondônia para a Câmara Federal, a nominata do PL sofreu um duro baque com a incerteza em torno da candidatura de Ezequiel Neiva.
A projeção inicial dos caciques do partido em Rondônia era eleger quatro deputados federais. Depois, a conta caiu para três. Agora, com a possibilidade de os votos de Neiva não entrarem na contabilidade eleitoral, o cenário pode se resumir a apenas duas cadeiras.
E é justamente aí que começa a “briga de foice” dentro da própria nominata. Recorrendo da decisão na Justiça Eleitoral, Ezequiel Neiva ainda poderá chegar às urnas.
O problema é que, mesmo aparecendo como candidato, existe a possibilidade de seus votos não serem computados como validos caso seja mantida a decisão colegiada unânime que reconheceu sua inelegibilidade.
Sem essa fatia de votos na matemática eleitoral, o PL terá de suar para garantir duas cadeiras em Brasília. E a disputa promete ser pesada, principalmente porque o partido já conta com dois deputados federais no exercício do mandato buscando a reeleição: Lúcio Mosquini e Coronel Chrisóstomo.
No meio dessa disputa aparece a vereadora Sofia Andrade, que vem se consolidando como uma forte opção do eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo e pode se transformar em uma ameaça direta à permanência dos dois deputados.
Com menos votos disponíveis e menos cadeiras projetadas, cada voto passa a valer ouro dentro da nominata. A disputa, que começou com o PL sendo tratado como favorito para ampliar sua bancada, chega à reta final sob um cenário muito mais apertado.
Agora, mais do que conquistar votos fora do partido, Chrisóstomo, Mosquini e Sofia Andrade terão de disputar espaço entre si. E, nessa conta, qualquer perda pode custar uma cadeira em Brasília.