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    porto velho, segunda-feira 28 de setembro de 2026

Aliados abandonam o barco, mas Fúria segue de pé e aposta na força do eleitor

A movimentação provocou barulho nos bastidores, mas, para Fúria, o cenário também representa uma oportunidade...


Redação

Publicada em: 28/09/2026 11:13:03 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: Adailton Fúria (PSD) entrou na reta final da campanha ao Governo de Rondônia enfrentando a saída de dois aliados da caminhada eleitoral. Em Porto Velho, perdeu apoios do deputado estadual Marcelo Cruz (Avante) e o Pastor Evanildo (PSD), que decidiram seguir outro caminho político.

A movimentação provocou barulho nos bastidores, mas, para Fúria, o cenário também representa uma oportunidade de provar que sua candidatura não depende exclusivamente de acordos de cúpula, padrinhos políticos ou alianças construídas dentro de gabinetes.

A campanha enfrentou o afastamento do governador Marcos Rocha. Mesmo assim, Fúria permaneceu forte na disputa, manteve o discurso de independência e continuou percorrendo o estado em busca do contato direto com o eleitor.

Agora, com Marcelo Cruz e  seu pai, pastor Evanildo, deixando o palanque na reta final, o candidato passa por uma nova prova de resistência política. Perder lideranças pesa. Significa menos estrutura, menos articulação e menos musculatura partidária. Mas eleição não se decide apenas com fotografia de palanque cheio. Decide-se, principalmente, na urna. E é exatamente nisso que Fúria aposta e vem bem nas pesquisas.

A saída de aliados pode até enfraquecer a imagem de unidade política, mas também permite ao candidato reforçar o discurso de que não pretende governar preso a grupos ou compromissos partidários. A estratégia é transformar a adversidade em demonstração de autonomia.

Na prática, a reta final coloca Fúria diante de uma pergunta decisiva: sua candidatura pertence às lideranças que estavam ao seu lado ou aos eleitores que decidiram acompanhá-lo maciçamente?

Se depender do discurso adotado por sua campanha, a resposta já está dada: políticos podem mudar de lado; o eleitor, não necessariamente, como está fazendo agora, apoiando-o.

Assim, Fúria chega aos últimos dias da corrida eleitoral pressionado, mas forte. E tenta transformar a saída de pai e filho de seu palanque, em combustível para uma campanha que agora busca mostrar que sua maior força precisa estar fora dos gabinetes — nas ruas e nas urnas.

No fim das contas, apoio político faz barulho. Mas quem dá a palavra final é o eleitor, diz.


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