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porto velho, quarta-feira 30 de setembro de 2026

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressista, Hildon Chaves, afirmou que, se eleito, vai trabalhar em parceria com o Congresso Nacional para resolver a regularização fundiária em Rondônia e, se for preciso, "importar senadores de outros estados" para isso. A declaração foi feita no debate de ontem (29), nos estúdios da TV Amazônica, afiliada da Globo em Porto Velho. Na ocasião, Hildon criticou o senador Marcos Rogério, seu adversário na eleição do próximo domingo, que, segundo ele, "não moveu uma palha" pelo tema.
Hildon lembrou que Amapá e Roraima, estados criados depois de Rondônia, já resolveram a questão "graças à atuação das bancadas federais". Para ele, o problema se arrasta desde a criação do Estado, em 1981, quando "houve uma falha grave": as terras da União deveriam ter sido arrecadadas pelo Estado naquele momento. O candidato avaliou que "faltou timing" ao governo da época e que, nos últimos anos, o que se viu foi uma "inépcia completa dos senadores" rondonienses na busca por uma solução.
O ex-prefeito da capital se comprometeu a "garantir o direito de propriedade" a milhares de famílias que hoje vivem na insegurança jurídica. Segundo ele, a regularização vai dar segurança ao produtor rural e ampliar o acesso dessa população aos serviços públicos, ao crédito e aos investimentos.
TROCA DE FARPAS
O debate, mediado pelo jornalista Julio Mosquera, reuniu os seis candidatos ao Governo e foi marcado por acusações. Expedito Netto (PT) questionou Marcos Rogério (PL) sobre um "saco plástico molhado, contendo um milhão de reais em dinheiro vivo", que teria sido entregue ao senador em um frigorífico de Cacoal. Rogério respondeu que se tratava de uma "cobrança de relação comercial" e que "não houve a prática de crime".
Expedito insistiu para que o senador explicasse a origem do dinheiro e o questionou também sobre uma operação da Polícia Federal relacionada a suposto desvio de recursos eleitorais pelo PL de Rondônia e a pagamentos de campanha a um escritório de contabilidade ligado ao coordenador do senador.
Hildon voltou a cobrar Marcos Rogério, a quem chamou de "senador nem-nem", por não defender o Estado "nem nas questões do pedágio, nem na regularização fundiária". Questionado por Adailton Fúria (PSD) sobre a pavimentação de rodovias, respondeu que o ex-prefeito de Cacoal "promete muito, mas fez muito pouco".
Fúria também foi alvo de Samuel Costa (PSB), que cobrou explicações sobre o uso de asfalto da Prefeitura de Cacoal em uma propriedade particular, e de Pedro Abib (MDB), para quem o candidato "usou o apoio do governo e agora tenta se descolar dele, às vésperas da eleição". Abib criticou ainda a falta de ação do atual governo na questão fundiária, um dos temas mais debatidos da noite. Fúria rebateu dizendo que Abib é apoiado pelo senador Confúcio Moura, a quem atribuiu a responsabilidade por "agravar a insegurança no campo" quando governou o Estado.