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porto velho, segunda-feira 8 de junho de 2026

O sonho da popularização das canetas emagrecedoras pode se tornar realidade a partir da próxima segunda-feira (15). Com queda expressiva no valor de mercado, o lançamento do Ozivy, conhecido como "Ozempic brasileiro", deve levar mais brasileiros ao caminho da inibição contra a vontade de comer.
A versão brasileira da fórmula composta pela semaglutida chega ao mercado com preços a partir de R$ 452. O valor é expressivamente mais barato do que a versão estrangeira do mesmo composto antes da queda da patente.
É preciso ser honesto: o Ozivy não é o Ozempic. Isso acontece por que o composto nacional é produzido a partir de uma formulação sintética.
A derivação, contudo, não é classificada como um genérico. Isso acontece por que o fármaco foi classificado pela Anvisa como um 'medicamento novo', sendo definido tecnicamente como um análogo sintético de um produto biológico.
A semaglutida simula o hormônio GLP-1, retardando o esvaziamento gástrico e aumentando a saciedade. Essa substância prolonga a saciedade, reduzindo o consumo de alimentos e favorecendo o emagrecimento.
Além disso, a ação desses hormônios ajuda a silenciar o "food noise", fenômeno que trata sobre a obsessão constante por comida, o que potencializa a perda de peso.
De acordo com a endocrinologista Andressa Heimbecher, a semaglutida usada no Ozempic e no Wegovy é criada pelo processo biológico das leveduras Saccharomyces (algo semelhante à produção de cerveja).
Já a molécula sintética é feita em laboratório, replicando a estrutura e composição da molécula original.