Fundado em 11/10/2001
porto velho, quarta-feira 22 de julho de 2026

A Diospyros nigra, popularmente conhecida como sapote-preto ou fruta-pudim-de-chocolate, é uma espécie tropical originária do México, América Central e Colômbia. O fruto ganha destaque por sua polpa escura que, ao atingir a maturação, apresenta sabor e consistência frequentemente comparados aos de um pudim de chocolate.
Além do valor gastronômico, a fruta é uma fonte densa de nutrientes, possuindo mais de três vezes a quantidade de vitamina C encontrada em uma laranja.
O fruto possui formato semelhante ao de um tomate, medindo entre 5 e 10 cm de diâmetro. Sua casca, não comestível, altera a coloração de verde-oliva para um tom amarelado quando madura. Internamente, a polpa branca do fruto verde transforma-se em uma massa escura e macia, com textura similar à do mamão.
A etimologia do gênero Diospyros remete ao termo "fruta divina", derivado do grego. As árvores maduras da espécie podem ultrapassar os 25 metros de altura e são sensíveis ao frio intenso, embora tolerem geadas leves.
O consumo de uma xícara de sapote-preto fornece aproximadamente 142 calorias, 2,6 g de proteínas e 34 g de carboidratos. A composição nutricional da fruta inclui:
Diferente do fruto maduro, o sapote verde é descrito como amargo, cáustico e irritante. Nestas condições, ele já foi utilizado historicamente como veneno para peixes em determinadas regiões.
Além do consumo alimentar, partes da árvore são aproveitadas na medicina tradicional. Em Yucatán, a decocção das folhas é utilizada como febrífugo e adstringente. Há também registros do uso de extratos da planta no tratamento de condições de pele, como micose e hanseníase.
O cultivo da Diospyros nigra é geralmente realizado a partir de sementes, com a frutificação iniciando-se entre o terceiro e quarto ano após o plantio.
A espécie adapta-se bem a diversos tipos de solo, apresentando tolerância a inundações, mas sensibilidade a períodos de seca prolongada.