Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União. Sinceramente, ando com a paciência saturada com essa cantilena demagógica. Até parece novela reprisada da Rede Globo de Televisão. Estrategicamente, seus autores, para chamar a atenção de incautos, sempre deixam para colocá-la no ar às vésperas de eleições, não importando a natureza do pleito. E o pior é que muita gente, até com certo grau de conhecimento sobre o assunto, ainda cai nesse engodo eleitoreiro. Enquanto a maioria da população rondoniense se esforça para sair do abismo social e econômico no qual está imersa, que aumenta a cada dia o custo do atendimento de suas necessidades ordinárias, representantes do povo, que deveriam voltar suas preocupações para a resolução de problemas crônicos, insistem na manutenção de um jogo de interesse político no qual só um lado ganha.
O estado de Rondônia, como todas as unidades da federação brasileira, tem problemas. E não são poucos, mas muitos políticos, que deveriam lutar pelo bem-estar e pela paz social, procurando eliminar as atuais causas de desajustamento e conflitos, dentro do complicado tabuleiro da vida humana, não conseguem ir além do imediatismo egoísta. A situação exige dos que nos governam maturidade política, estabilidade administrativa e lucidez na condução dos negócios públicos.
Não é justo criar falsa expectativa no seio de segmento funcional a respeito de um tema que, até onde se sabe, jamais sairá do campo eleitoreiro para tornar-se realidade. O eleitor, por uma vez, precisa ficar atento aos discursos pré-eleitorais, refletindo, seriamente, sobre a importância do voto para a conquista do seu próprio destino, não aceitando que lhe coloquem cangas eleitoreiras. É importante saber fazer uso consciente e livre de seus direitos políticos, não deixando que a sua consciência e a sua vontade sejam dirigidas por temas batidos, surrados e superados.
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