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porto velho, domingo 24 de novembro de 2024
BRASIL: O Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (Sindguardas-SP) notificou a prefeitura da capital paulista após a constatação de que agentes que trabalham na região da Cracolândia, no centro da cidade, foram contaminados por diversas doenças.
Procurada pela reportagem, a prefeitura informou que a GCM assegura a disponibilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para os agentes e que a demanda do sindicato está sob análise (abaixo, a nota integral).
Em uma nota divulgada na tarde de 20 de junho, a prefeitura havia confirmado o cercamento de um trecho das ruas da Cracolândia, alegando que a medida visa melhorar as condições de trabalho e garantir a segurança dos agentes públicos. No entanto, o órgão negou que a instalação das grades tenha relação direta com a notificação do sindicato.
A questão da saúde pública na Cracolândia foi amplamente discutida durante a CPI da Epidemia do Crack na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2023. Diversas autoridades, incluindo médicos e forças de segurança, apresentaram suas perspectivas sobre o problema.
Ronaldo Sayeg, então Delegado de Polícia e Diretor do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), enfatizou que a Cracolândia não é apenas um problema de segurança pública, mas uma questão complexa que exige uma abordagem multifacetada.
“O maior equívoco é achar que a Cracolândia é só um problema de polícia, é só um problema de segurança pública, o que efetivamente não é. É um problema mais amplo, não é só de segurança pública e nós temos que atuar naquilo que nos pertine no enfrentamento ao tráfico de drogas”, opinou.