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porto velho, sábado 25 de abril de 2026

BRASIL: Sarah Carolina da Silva de Souza, de 19 anos, conhecida como “Carolzinha de Betim”, “Carolzinha do Morro Vermelho” ou “Ruivinha do Crime”, morreu em fevereiro de 2016 após uma troca de tiros com policiais militares em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
A jovem teria ingressado na criminalidade ainda na adolescência. Aos 13 anos, foi detida pela primeira vez por porte de arma. Dois anos depois, voltou a ser apreendida, suspeita de envolvimento no assassinato de um jovem ligado à morte de uma amiga. A partir daí, aos 15 anos, passou a ser apontada como executora dentro do crime, sendo investigada por diversos homicídios, além de envolvimento com tráfico de drogas e roubos.
Segundo a Polícia Civil, Sarah Carolina é citada em 27 boletins de ocorrência e em 23 procedimentos registrados no sistema interno da corporação. No entanto, a instituição não detalha a tipificação desses crimes, sob alegação de sigilo previsto na Lei de Acesso à Informação. Paralelamente, relatos não oficiais, chegaram a associar seu nome ao envolvimento em 50 homicídios, número que não foi confirmado pelas autoridades.
A morte de Carolzinha também é considerada em uma linha investigativa relacionada ao homicídio do policial militar Bruno Marcelo Porto. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, há a hipótese de que o assassinato do agente tenha ocorrido como forma de retaliação à morte de Sarah.
Carolzinha chamou a atenção por ser uma mulher atuando diretamente em execuções, algo menos comum no contexto do crime organizado, especialmente em casos envolvendo vítimas mulheres.
Nas redes sociais, Carolzinha também ganhou notoriedade por expor sua rotina no crime. Em seu perfil no Facebook, ostentava dinheiro, joias e fazia referências ao Comando do Morro Vermelho (CMV), facção criminosa da qual era apontada como integrante.