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porto velho, terça-feira 5 de maio de 2026

A Polícia Federal prepara uma lista de autoridades com foro privilegiado no âmbito das investigações sobre o Banco Master, que foi liquidado após suspeitas de fraudes bilionárias. O material será encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida atende a uma determinação do próprio ministro, que solicitou à PF a identificação de autoridades com foro que já são ou possam vir a ser investigadas no inquérito.
O caso está sob análise do STF em razão de indícios de possíveis conexões políticas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, além de menções a autoridades. Entre os nomes que podem surgir na apuração estão deputados, senadores, um governador e até ministros da Corte.
Segundo a investigação, Vorcaro citou autoridades em conversas com Martha Graeff, então sua noiva. Os investigadores, no entanto, avaliam que as mensagens, isoladamente, não configuram conluio.
A PF também examina oito celulares apreendidos com o empresário durante a Operação Compliance Zero. Até o momento, apenas dois aparelhos foram periciados.
A análise dos demais dispositivos é considerada estratégica para o avanço das investigações, especialmente na identificação de mensagens, contatos e possíveis registros relacionados ao caso.
Além das provas técnicas, uma eventual colaboração premiada de Vorcaro pode ampliar o alcance da investigação, com a apresentação de nomes e datas. A expectativa é que a defesa formalize a proposta ainda nesta semana.
Um dos inquéritos vinculados ao caso tem prazo até 18 de maio, mas a Polícia Federal deve solicitar a prorrogação das apurações. O pedido ganha força após a defesa de Paulo Henrique Costa solicitar a abertura de negociação para delação premiada.
O relatório a ser enviado ao ministro André Mendonça terá caráter informativo e deve embasar a decisão sobre o desmembramento do inquérito.
Entre as possibilidades, está o envio de parte das investigações a instâncias inferiores ou a manutenção integral do caso no STF, caso se entenda que há envolvimento de autoridades com foro privilegiado.