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porto velho, domingo 3 de maio de 2026
A rejeição do ministro Jorge Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um novo capítulo na crise entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Aliados do petista atribuem ao titular da Casa Alta a culpa pela derrota histórica sofrida pelo governo na última quarta-feira (29/4).
A cerca de cinco meses para as eleições, o desgaste na relação arrisca impactar pautas prioritárias para a reeleição de Lula. É o caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, a chamada PEC da Segurança Pública. O Executivo tem apostado no discurso de combate à criminalidade e vê o texto como uma vitrine para reforçar a atuação na área.
A proposta, no entanto, segue parada no Senado quase dois meses após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. Desde 10 de março, o texto aguarda o despacho de Alcolumbre para definir o relator e a forma como vai tramitar na Casa.
A PEC da Segurança prevê maior integração entre as forças da União, dos estados e do Distrito Federal, além de colocar na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública. A expectativa do Planalto era aprovar a matéria ainda no primeiro semestre, garantindo espaço para explorar o tema eleitoralmente. Mas, diante do cenário conturbado, não há previsão de que a proposta volte a caminhar.