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    porto velho, quinta-feira 28 de maio de 2026

Operação mira bancos digitais ligadas ao PCC na Faria Lima principal centro financeiro do país

Investigação apura lavagem de dinheiro, gasolina adulterada e movimentações bilionárias em empresas do principal centro financeiro do país


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Publicada em: 28/05/2026 10:00:41 - Atualizado

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal fizeram nesta quinta-feira (28) uma operação contra um esquema bilionário de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com alvos instalados na avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país.

Segundo os investigadores, bancos digitais e empresas financeiras sediadas na região eram usados para esconder dinheiro do esquema, movimentar recursos de postos de combustíveis e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

A ação, chamada de Fluxo Oculto, cumpre mandados em cinco estados e é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado.

As investigações apontam que o grupo continuou movimentando bilhões mesmo após a primeira fase da operação. O dinheiro passava por fintechs, fundos de investimentos e empresas de fachada.

Em um dos casos investigados, valores de 56 postos eram enviados para uma única conta bancária antes de serem redistribuídos para outras empresas e operadores do esquema.

PCC aparece como beneficiário do esquema

Segundo o Gaeco, o PCC aparece nas investigações como integrante do mesmo “ecossistema financeiro ilegal” usado para lavagem de dinheiro e circulação de recursos ilícitos.

A investigação aponta conexões entre empresas do esquema e fintechs já associadas anteriormente à facção criminosa.

Entre elas estão a Sispay e a VPay. Segundo os investigadores, as empresas aparecem em relatórios ligados a fraudes financeiras e movimentações atribuídas a operadores do PCC.


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